segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Faz algum tempo que não escrevo. Tenho me limitado a escrever apenas as matérias dadas em aula e trabalhos. Mas sobre o que tem passado aqui dentro... nunca mais. Eu chego em casa cansada, sempre tem algo pra fazer, desde compras no mercado a roupas pra pôr na máquina. Então eu ando meio perdida mesmo... meus pensamentos estão soltos, voando por aí, não consigo sedimentar e colocar pra fora. Não que seja perda de tempo vir até aqui escrever. Apenas não tenho conseguido. Falta tempo e dedicação; talvez mais o segundo que o primeiro. Não tenho feito nada de mais. Os dias são sempre iguais, ou quase sempre... seguem aquela rotina de aula, almoços, estágio, casa. Vez ou outra eu saio pra dar uma volta, porém geralmente estou muito cansada e tudo que desejo é a minha casa, a minha cama. No momento estou com vários problemas em minha casa, problemas lá em casa... e que me deixam bastante triste. Sei que todos têm problemas, isso é lógico. Uns lidam melhor. Outros nem tanto. Isso tem machucado meu coração há algum tempo. É o tipo de coisa que eu evito pensar pra não sentir. Comodismo quem sabe. Não há nada que eu possa fazer pra reverter tal situação. Só ganhando na megassena (assim?), mas como não jogo... fora de cogitação. Então, né... não vou abrir demais o que é, só que machuca. E outra coisa tem me machucado bastante também. Parece que quando é pra uma coisa dar errado, vem tudo junto e dá errado tudo ao mesmo tempo. E aí quando tu pensa ter alguém perto, pra de certa forma dar um suporte, um amparo... tu te vês sozinha mais uma vez. Eu não estou me vitimizando. Já me acostumei a me virar sozinha, inclusive a lidar com meus problemas sozinha, sem ter ninguém com quem dividi-los, sem ninguém pra abraçar no final do dia. A vida é assim mesmo. Como diria a minha amiga, pro pior não tem limite. Está doendo, claro que sim. Mas não é o final do mundo, obviamente. Até porque "a vida continua e se entregar é uma bobagem". Às vezes há que se ter amor próprio. Senão... e eu descobri, nesse ano, que tenho que gostar mais de mim do que dos outros. Porque, né. Aquela coisa... se eu não gostar, ninguém irá. E, consequentemente, pensar mais em mim também. Não deu, não deu. Fazer o quê. Não me arrependo de nada. Mas sei lá. Não queria estar passando por isso de novo, agora... Cada vez eu vou me fechando mais e mais. No entanto continuo meu caso de amor com Porto Alegre. Esse sei que será eterno. Apesar de tudo de ruim, ainda tem coisas legais, como pessoas que conheci durante o ano e o meu estágio, que eu adoro. No mais, tudo passa... dizem. I won't cry.............
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