quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Eu não tenho escrito com tanta frequência, mas não é por falta de vontade e nem de necessidade, até porque escrever, pra mim, é preciso. É a maneira de me livrar de tudo que se passa aqui dentro de mim, dessa montanha russa de sentimentos. Às vezes eu venho, escrevo, apago... acho que não está bom ou simplesmente não me sinto à vontade e encorajada para expor o que passa. Talvez eu tenha o péssimo hábito, pelo menos ultimamente, de escrever apenas quando não estou me sentindo bem. E "veja você"... era para eu estar estudando ou, de repente, dormindo. Só que até agora não consegui fazer nem uma coisa, nem outra. Estou muito cansada. Esse semestre eu não fui muito produtiva na faculdade, embora tenha aprendido muita coisa que sem o estágio ficaria inviável. Tive noção de muita coisa que eu não tinha. E não acho legal, não acho de bom alvitre, eu querer "culpar" o estágio pelo meu cansaço e pelo meu razoável desempenho no que toca às notas. Com certeza valeu muito a pena. Não pude me dedicar como podia antes, de estudar tudinho, ler a doutrina com calma, fazer resumos nem tão sucintos assim... Em contrapartida eu adquiri muito conhecimento que, claro, ainda é pouco diante de tudo que me falta aprender. Queria ser mais dedicada e conseguir dar conta de tudo: de trabalhar e estudar com afinco. No entanto sempre chego muito cansada e vou protelando as coisas. Não que eu não fizesse isso, mas agora é mais frequente. O meu cansaço, muitas vezes, é mais mental do que físico, mas em época de prova eu fico cansada física e mentalmente, porque durmo mal... pois fico estudando até tarde e fico preocupada... fico muito ansiosa. Principalmente nas matérias que eu não domino e, por conseguinte, não entendo. Fico apreensiva porque leio várias vezes e parece que não absorvi nada. É como se não tivesse estudado. E diante disso eu me sinto muito mal. Não consigo ver perspectivas. Eu ainda ando bem balançada com o direito penal... porque eu estou gostando DEMAIS de lidar com o direito de família, embora precise ter paciência, coisa que nos últimos meses eu tenho exercitado bastante. Só que eu me sinto perdida, pois não sei para onde ir, que rumo tomar. É cedo, mas nem tanto. Preciso pensar no que eu quero para amanhã, pois a graduação, diferente da vida, não é pra hoje. E aí, quando eu me deparo com essas matemáticas do direito, eu me sinto um lixo... não consigo ver um futuro, pois sem tais matérias ficará difícil ser aprovada em concurso. E advogar, hoje, não está nos meus planos... eu sei que quero me dedicar única e exclusivamente a uma área. Pretendo fazer mestrado, doutorado... mas também não sei se eu quero lecionar. Às vezes nem sei se é o direito que eu quero para a vida toda. Só que no mesmo instante não consigo me imaginar fazendo algo diferente. Eu sei que na vida a gente tem que fazer coisas que gosta e outras que odeia... e na academia isso não é diferente. Só que quando eu me deparo com mais cadeiras que eu não gosto do que as que eu gosto, me sinto perdida, sem chão, e me questiono se é isso que eu quero pra minha vida. Se eu quero tanto formalismo... tanto juridiquês. Sei que tudo são renúncias, e na medicina teria que renunciar muito mais. Se engana quem pensa que o direito é fácil. É um curso muito abrangente, muito amplo... e isso dificulta, porque a gente se depara com coisas que tem certeza que não vai trabalhar. A incerteza vem com relação ao que fazer, que área seguir... e isso tudo me confunde muito. Eu me pergunto se vale a pena todo esse esforço, abrir mão de certas coisas... aliás, isso é uma constante. Principalmente quando tenho dias ruins e estou distante de quem poderia me dizer que "everything is gonna be alright...", seguido de um abraço forte... mais uma vez eu digo que preciso amadurecer mais. Não dá pra ficar contando com alguém sempre passando a mão na nossa cabeça. Mas que é bom, é... ouvir palavras sábias, de carinho, de conforto... E eu me pergunto até onde vale tudo isso. Ás vezes tenho muita dúvida... e muito medo. Será que eu escolhi o caminho certo? Será que fiz bem em largar as coisas mais preciosas que tinha pra me radicar num lugar desconhecido, com pessoas desconhecidas que estou conhecendo? Penso que não se deve ficar estagnado. E eu aprendi muito com essa mudança. No entanto sei que não é a hora de pular fora, tampouco de voltar ao ponto de origem que, diga-se de passagem, não quero mais. O que faz eu me questionar é a distância que estou das pessoas que mais amo. A vida está passando, eu aqui, eles lá. Só espero poder ser motivo de orgulho para eles... espero poder ser mais que uma estagiária... não almejo fama, apenas reconhecimento profissional pela capacidade que eu questiono. E no que toca às questões do coração... bem, no estágio aprendi a ter paciência, como já mencionei... e agora tudo está tranquilo de novo... mais que nunca. Agora, nesse aspecto, eu estou bem. Entendi certas coisas que estavam obscuras... e estou feliz... eu pensei que as coisas não voltariam a ser como antes, mas quando a gente gosta de alguém, de verdade, é difícil esquecer... não que eu quisesse, mas estava meio que me vendo obrigada a fazê-lo... porém não precisou. Minha inspiração voltou... agora melhor... e reitero que tudo valeu a pena... o que passou... as dúvidas, agonias, ansiedade, tristeza... porque está sendo recompensada com tranquilidade... com alegrias... com bons momentos, como foram... e espero que perdure... "que seja infinito enquanto dure". Porque eu sou inteira. Não sei viver com metades. Não sei ser uma metade. Sou tudo isso e nada ao mesmo tempo. E me sinto plena. Não precisa estar perto para estar junto... isso aprendi. E aprendi a respeitar espaço, individualidade e tudo o mais... agora me sinto bem... não que a minha felicidade dependesse disso apenas, mas contribui para que eu me sinta bem novamente, para que eu me sinta segura e protegida... Numa visão geral, a vida está boa... e eu quero parar aqui, de novo. Deixa eu aproveitar. Amanhã pode não chegar.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário