segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
E eu continuo me fazendo a mesma pergunta: até onde vale a pena tudo isso? Abrir mão de tantas coisas em razão de um futuro melhor, talvez mais promissor? Será que tudo isso é válido? Será que um dia serei recompensada pelo meu esforço? Às vezes penso em fazer como a minha prima faz: ficar mais tempo sem ir porque não precisa das despedidas, o que se torna mais fácil. Porque, pra mim, tem sido muito difícil ter finais de semana maravilhosos junto aos meus, com muita alegria, e precisar voltar à minha vida na segunda. Deixar tudo pra trás. Esse verão teria sido melhor que os outros, pois meus priminhos queridos estão direto lá em casa - há duas semanas pelo menos -. Queria muito estar com eles agora... a gente ri o tempo todo, eles são muito engraçadinhos... Só que acho que mais difícil que ir será ficar aqui, sozinha... passando calor, enquanto posso estar à beira da piscina, dormindo perto da minha mãe e acordando com meus tios fazendo barulho na cozinha. Eu gosto de ficar sozinha, de ter meus momentos comigo mesma, mas não o tempo todo. Eu gosto do barulho que tem na minha casa, tirando a Rede Vida. Mas me acostumei assim, com a casa sempre cheia por morar com meus avós e sempre ter gente por perto. Aí sou meio que obrigada - porque, né, se eu quisesse acho até que poderia jogar tudo pra cima; inclusive seria muito mais barato pro meu vô - a ficar aqui, comigo apenas, encarando os percalços e as coisas que me fazem mal, que me doem... Hoje eu estava no ônibus, voltando pra casa depois de ir ao mercado, e eu vi aquele mundo todo lá fora, aquelas luzes todas acesas, a cidade em movimento... e eu ali... tem tanta coisa ainda pra eu conhecer, pra eu viver... só que eu estou tão cansada de errar, de tropeçar, de me levantar sangrando... aí quando uma coisa dá errado, parece que todo o resto vai na mesma linha e dá tu-do errado. Aí vem a minha mãe me dizer que eu preciso de otimismo. Como a pessoa pode ser otimista se tudo dá tão errado? As coisas mais simples... por quê? Sei lá... tem horas que é difícil suportar tudo isso em volta de mim... tem horas que é difícil segurar o mundo nos ombros. Minha cabeça dói, meu coração se aperta. E eu só queria poder estar perto das pessoas que eu realmente amo (e que há reciprocidade). Na verdade não acho justa essa separação e essa privação da convivência. Só que aí eu me pergunto e encontro na própria indagação a resposta: eu não quero voltar pra Crciúma, então eu preciso aceitar essa distância, me resignar e aprender a conviver com isso, tentando, cada vez mais, me desligar e cortar laços afetivos. Como eu disse num post passado, o problema maior é que eu não consegui, ainda, cortar de vez o cordão umbilical. Eu sei me virar, mas sempre preciso ouvir conselhos da minha mãe pra saber se realmente estou indo no caminho certo. Por mais que eu continue "errada", gosto de saber o que ela pensa. Na maioria das vezes ela tem razão e eu quebro a cara mesmo. Preciso me encontrar, amadurecer e me aceitar. Adeuzinho.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário