quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Pequena grande reflexão
Eu tenho prova amanhã, logo preciso estudar. No entanto só funciono depois das 22 horas. Ok, já são 23 horas e eu estou aqui, escrevendo, enquanto deveria estar lendo sobre o empresário individual e afins. É que uma menina pediu indicação de música clássica e me deu vontade de ouvir a 4a Sinfonia de Mozart, que me rasga inteirinha. Na sequência quis escutar a 6 de Beethoven, que é outra coisa fora do comum. Linda demais. Eu não conheço quase nada de música clássica, confesso, mas o pouco que sei acho fantástico. E isso me inspira. Eu estava pensando hoje sobre a vida, sobre estes anos em PoA, e quando adentrei na Independência, na volta da faculdade, lembrei da sensação que tive, há três anos, andando por ali. Era tudo tão grande, tudo tão novo e desconhecido, tantos carros, ônibus no contrafluxo. Me sentia tão pequena em meio a esta cidade que pra mim era tão misteriosa. Lembro bem que estava com minha mãe e a Mariah... e ali eu vi que PoA poderia fazer muito por mim. Digo, que iria me fazer sentir viva, que iria me trazer mais vida pra viver. Te peço um milhão de desculpas, cidade amada, quando OUSEI cogitar a hipótese de voltar a morar em Criciúma depois de formada. Perdão, Portinho, por ter te odiado por algum momento insano, quando a minha vontade era estar perto de alguém que não merecia qualquer esforço meu. Nunca quis te ferir, pois desde que eu coloquei meus pés sobre ti me apaixonei enlouquecidamente. Nunca esquecerei de tudo que me fizeste sentir... nunca, nunca!!! Quero que saibas que jamais me esqueci de ti, que jamais te quis mal. Apenas não quis aceitar que minha felicidade é aqui e que sou eu quem tem que encontrá-la. E é aqui que eu tenho momentos indescritíveis. Aqui que a cada dia eu me descubro, me encontro e, muitas vezes, me perco... seja nos meus devaneios, na solidão, seja na tristeza ou na alegria. Muita coisa aqui já não é mais tão novo pra mim. No entanto, assim como num relacionamento, que se deve conquistar e se apaixonar todos os dias por aquela pessoa, contigo é assim, Portinho... cada dia eu me apaixono de novo, te descubro e me conquistas. Não te troco mais. Quisera eu poder trazer os meus para perto. Aí seria demais. Claro que tem dias que eu me sinto triste por estar longe de quem eu amo, mas muitas vezes é na intensidade deste sentimento que eu cresço, que me fortaleço. Com esse aprendizado, pude lidar melhor com situações que se tivessem acontecido antes eu teria me desesperado. Por mais amor, por mais sensibilidade que eu tenha dentro de mim, sei ser fria como, sei lá, um mármore (eles são geladinhos, né? achei meio sem criatividade dizer "fria como uma pedra de gelo"). É uma coisa tão simples, sabe??? Se não quer ficar ao meu lado, NÃO fica. E ah, essa liberdade toda que eu voltei a sentir é inenarrável. SER eu. Sem me preocupar se meu cigarro incomoda, se o batom está bem passado e se as unhas estão naquele tom de vermelho... Não, eu não quis mudar. Até porque sempre gostei de vermelho. Queria agradar, apenas. PENA que falta EMPATIA, mas ENFIM. PASSOU. E, né! Eu sou uma mulher, não sou uma marionete que se molda aos gostos de alguém. Eu não vou parar de falar palavrão, não vou parar de fumar, não vou deixar a Stela ficar sozinha num findziiiiiii, não, não, não. Não vou gostar de subliteratura também. Sou bem forte para muita coisa. Minha personalidade é forte, tenho gênio ruim, sou braba. E assim eu sou. Sinceramente, como já escrevi aqui, prefiro ser assim a ser tom pastel. Sabe? Pois é, qualquer coisa o google está aí pra isso. Bom, eu e meus escritos que acabam mudando o foco. VOLTANDO. Ah, antes abrirei um parentêse, porém não literalmente: eu preciso expurgar, exteriorizar. VOLTANDO. Agora sim. Então. Porto Alegre, eu te amo. Obrigada por todos os momentos. TODOS. Olha que coisa: ainda bem que aos dezesseis anos eu não estava madura o suficiente pra morar "sozinha" em Curitiba. Cidade maravilhosa também. Mas prefiro PoA pra morar. E aí esse amor todo teria sido transferido a Curita. Olha, Portinho, eu sou fidelíssima a ti. Houve uma crisezinha em nosso relacionamento, é verdade, mas meu amor por ti falou bem mais alto e foi superada. Eu acho que eu não sei colocar minhas ideias no "papel". Porque elas vêm "a milhão" e acabo me confundindo com tanta coisa que se passa nesta cabecinha errante!!!! Eu começo falando de uma coisa, parto pra outra, aí falo de mais uma que não tem nada a ver e volto para o que eu comecei a falar. Quer dizer, COESÃO pra quê??? Admiro quem tem conteúdo pra escrever sobre outras coisas. Mas eu sou filha única e, como todo bom filho único, ESGOISTINHA. Daí que só sei escrever dos MEUS sentimentos. Até porque, né? Dos sentimentos alheios quem sabe são as pessoas que os carregam (às vezes nem elas). É, eu sou meio contraditória. Os meus sentimentos, principalmente. Sabe, como eu já falei no texto passado, eu estou superbem (tudo junto?). E sem essa de dizer que eu escrevo isso pra me convencer que é verdade, que uma mentira muitas vezes dita se torna verdade etc. Se estou dizendo, AQUI,que estou bem, é porque estou. E muito, diga-se de passagem. Porque, né? Sou MADURA a ponto de não precisar provar nada pra ninguém, inclusive o que eu sinto. Sei que Porto Alegre talvez nem leia o que escrevi pra ela, mas acho que o que a gente sente deve ser demonstrado. E meu amor por essa cidade eu também demonstro através de gestos e atitudes, tá? Não apenas com palavras. Aí eu me pergunto se o que eu senti era o que eu pensava sentir. Que maluco, né? Mas é isso. Acho que eu fiz confusão. Foi rápido demais. Nem precisei daquele período de luto que existe no fim dos relacionamentos. Tá. Eu confesso. Tive dois dias ruins. Depois eu me dei conta da situação e vi que, né!!! "Besteira é não viver a realidade". E me sinto viva. Muito viva. LIVRE DEMAIS. Pra ir pra onde eu bem entender e voltar quando eu quiser. Pra viver a minha vida. Ah, como é bom tudo isso. Como é bom viver, que dia!! Um de cada vez. Sempre. De repente "amanhã estarei muda/mais nada." O que eu não quero é olhar pra trás, um dia, e me arrepender de ter deixado de fazer isso ou aquilo. Posso me exceder às vezes, sei disso. Sei que é feio, que pode ser errado, mas deixa. ACHO que de tudo, ou quase tudo, pode-se tirar uma lição e aprender alguma coisa que nos faça crescer. E que porra, como misturei nós com a gente. Parece aqueles textos que misturam tu com você. Argh. Eu é que não vou arrumar. Não sou escritora, mas eu me dou o direito de ter liberdade poética hehehehe. Ah, outra coisa: palavrões expressam muita coisa. Isso não me faz menos mulher MESMO. Assim como fato de não ter paciência pra ficar a tarde inteira num salão também não faz com que eu perca a condição de MULHER. Ó, de novo perdi o foco. O fato é que eu sou errada, não tenho muita frescura, não (tá, só um pouquinho, mas coisas basiquinhas, né??? nada muito "oooooooooooh"). Ai, chega, me perdi de novo. Minha cabeça já está doendo. Acho que preciso pegar meu óculos. Ou meus óculos? Meu lápis, meu óculos, meu pires. Ah, sei lá. Meu par de óculos? Mas aquilo é realmente um par? Já estou fazendo confusão. Vou tomar um banho e alguns copos de coca zero pra adentrar a madrugada lendo sobre sociedades. Um beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeijo.
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3 comentários:
Bah fiquei com vontade de me mudar pra POA agora. Se não fossem os gaúchos me mudaria djá. Mas das gaúchas eu gosto. Muito.
Bom texto,deu vontade de ler escritores gaúchos.Vou ver se acho algo do Érico.
Achei Mário Quintana :)
http://www.pensador.info/autor/Mario_Quintana/
Adorei a declaração de amor a Porto Amado. Não vejo a hora de me mudar daqui... como é difícil conviver com tanto provincianismo, ter de aturar pessoas ocas, ter de escutar tanta bobagem. E olha que raramente saio de meu bunker!
Então teu amigo ficou surpreso por eu ter permitido que minha única filha saísse do meu lado...
Se é possível mensurar a dor de me separar do único e verdadeiro amor de minha vida, digo apenas que passei dois anos sem conseguir entrar no quarto de minha Lara.
Por diversas razões quis que ela saísse daqui. Inicialmente para protegê-la de tormentas que estavam se formando em torno da família...
E sobretudo, porque Lara era uma burguesinha muito mimada e colada em mim. Eu queria que ela se tornasse cidadã do mundo.
Congratulo-me! Ela foi além do que eu imaginava. Sinto muito orgulho de minha filha!
Finalizando: A felicidade está dentro de ti... busque-a!
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