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terça-feira, 19 de abril de 2011

YOU ARE STRONGER THAN U THINK II

Não. Às vezes eu sou muito, mas muito fraca. A ponto de não querer nem escrever. Eu não sou forte, eu tento ser, o que é bem diferente. Só que algumas vezes isso cansa e todas as dores vem à tona. E quase sempre vem pra fora a mesma coisa, a mesma dor. Aquela que eu pensava já ter superado. Não. Quando eu acho que superei, bum, me deparado com ela novamente. "Olha eu aqui outra vez.". E eu odeio quando vem esse aperto no peito. Essa agonia. Geralmente algo ruim acontece. E eu fico com medo disso. Aliás, por tentar ser forte eu também tento esconder meus medos e digo que não os tenho, porém talvez eu seja a criatura mais medorosa.  Como já mencionei antes, eu até gosto de ficar sozinha, mas não o tempo todo. Tem horas que cansa essa solidão. Eu sei que tenho alguns poucos amigos, mas na maioria das vezes estão distantes. Não tem pra quem ligar numa tarde ensolarada quando eu sair do trabalho pra convidar pra dar uma volta, por exemplo. Nem com quem passar uma tarde chuvosa de sábado. Talvez em Criciúma, HOJE, eu teria isso. Me agonia ver que a vida está passando e muitas vezes eu não estar aproveitando por falta de companhia. Eu tento fazer de tudo, só que tem coisas que não têm graça de se fazer sem ninguém. Eu vou ao cinema sozinha, almoço sozinha, ando por aí sozinha... eu tento, eu bem que tento, mas tem horas que isso cansa e que não é o bastante. Já foi bem mais difícil, eu sei, só que ainda é. E eu não aprendi a lidar com isso, com a falta que pessoas próximas me fazem. Eu tinha tudo pra estar e ser feliz, só que não consigo. Sempre é alguma coisa. Sempre uma falta. Sempre "something is missing." Muitas vezes tenho medo de acabar sozinha. Assim como estou hoje. Juro que gostaria de ser mais socializada. Só que tem vezes que não faço questão. E é  a maioria. Porque eu me acho muito diferente da maioria das pessoas. Poucas eu acho que são parecidas ou que têm alguma coisa a ver comigo. Às vezes tento me iludir achando que eu afasto as pessoas, que eu sou muito na minha e por isso quase não tenho companhia. Não sei ao certo se é isso mesmo ou o quê. Eu olho pro lado esquerdo, vejo vazio. Olho pro lado direito, vazio. Esquerdo, idem. Pra frente, vazio também. Pra dentro de mim, um vazio maior ainda. Eu gosto tanto dessa cidade... só queria ter mais gente por perto... não só colegas de faculdade e amigos virtuais, com quem eu falo mais pela internet do que na vida. Não queria uma casa cheia de gente, mas queria ter com quem fazer, sei lá, festa, vai, de vez em quando, ainda que fosse aqui em casa. Eu não queria sentir tudo isso que eu sinto. Eu queria ser igual às pessoas. Pronto. Ser sociável etc. Eu adoro agito, adoro sair... mas, né? E não queria ter todos esses sentimentos por alguém que há algum tempo já se foi. É tão difícil lidar com isso e tentar esquecer, só que eu não consigo. Eu juro que já tentei, já fiz de tudo, mas não dá. E esse sentimento todo aqui... me maltrata tanto! Eu só queria saber se se eu desaparecesse, ias sentir. Se serias indiferente ou se isso provocaria alguma reação em ti. Quando eu penso que já era, vem tudo de novo. Eis que pergunto se não sou digna de estar contigo. Sempre falam "ah, mas fulano que não te merece". Por vezes eu discordo e acho que é o contrário, que sou eu quem não merece. Só queria saber, queria qualificar esse tipo de sentimento. Será que é doença gostar tanto de alguém há tanto tempo?! Isso nunca tinha acontecido comigo, fui pega de surpresa, eu juro que nunca senti isso por ninguém e me agonia, me incomoda. Eu não queria, isso só me traz sofrimento. Gostaria de sumir por um tempo e voltar pra ver se continuo a sentir tudo isso. É tão forte que dói. Talvez porque não é correspondido. Já tentei me envolver com outras pessoas, mas não consigo, não consigo me apegar a mais ninguém e acho que nunca mais vou conseguir gostar de alguém. Até porque são poucas as pessoas que despertam meu interesse. Poucas são assim. E eu não quero. Eu quero o que não posso ter. Queria poder voltar no tempo, como já disse. Queria outra chance, outra oportunidade, mas eu sei que é impossível, que é inviável, que é demais, que eu não mereço, que eu não posso. Só não cansei ainda.

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