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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Mi amooooooooooooooor

Quinta-feira, 14 de julho de 2011: minha vida se resumia em uma só palavra: ansiedade. Às 0h20min eu embarcaria (15 de julho) para Buenos Aires, minha primeira viagem ao exterior, e sozinha. SO-ZI-NHA. Sem conhecer nada nem ninguém lá. E estava agoniada pelo novo, para saber como eram as coisas, as pessoas, os lugares. Se eu soubesse que sentiria tanta falta de tudo e que me encheria de tanta tristeza ao ter que voltar para o Brasil, nem teria ido. Mentira, teria, sim. Só que agora estou com uma vontade enorme de me mudar pra lá. Antes PoA era tudo. Amava essa cidade. Entretanto, com os dias fui perdendo aquele "tesão" que eu tinha por essa cidade. E depois que conheci BsAs, me apaixonei perdidamente. Não sinto a menor vontade de permanecer nessa capital, me sinto distante, como se já não pertencesse mais aqui. Como me sentia em Criciúma, deslocada. A viagem me fez pensar muito sobre a vida. Conheci pessoas com histórias e realidades bem diferentes da minha que me fizeram refletir muito mais ainda sobre a vida e sobre o que quero dela. Não é que eu não me contento com as coisas e que não sou feliz e satisfeita com o que tenho. É que eu quero mais, eu almejo mais, eu quero o novo, quero sentir tudo outra vez, mas em outro lugar. Isso pra mim é estar vida. Desejar essa mudança, seguir em outros ares, conhecer, aprender coisas novas. Já não me resta mais a aprender aqui. E o Brasil não é pra mim, assim como não sou pra ele. Tive essa certeza em Buenos Aires. Tanto quanto tive certeza que a advocacia também não é pra mim. Não fui feita pra ficar trancada num escritório trabalhando em cima de processos, de burocracia, de tudo que envolve a profissão. Eu quero ser livre. Quero uma vida diferente. Como eu queria antes. Como eu tive em PoA. Porém agora já se tornou rotina, então está na hora de mudar. Eu não sou tão doida pra largar tudo pra trás e ir em busca do que eu quero no momento. Eu sou bastante sensata nesse ponto, por isso terminarei meu curso. Mas o sonho que eu tenho de conhecer o mundo e me manter em outros lugares não restará prejudicado, pois eu vou em busca do que eu quero, como já fiz outra vez, quando me mudai pra cá. E estou certa que eu quero sair daqui assim que der. Quero provar outros lugares, quero viver em outra cultura, com outro povo, outra língua. Mas voltando pra minha viagem: foi fabulosa, fascinante, indescritível. Foi demais, foi tudo muito lindo, amei incomensuravelmente e estou apaixonadíssima por BAires. Cheguei no Aeroporto de Ezeiza na sexta e o tranfer me levou pro Hostel. Gostei porque pude fumar durante o percurso (ele também fumava) e me ensinou algumas palavras diferentes. Conversou bastante comigo, foi bastante simpático. O tempo estava feio, chovia um pouco. Cheguei no Hostel e meu quarto não estava pronto ainda. Decidi sair pelas ruas, sem saber onde eu estava. Fui caminhando em linha reta e encontrei um Mc Donalds. Era na Avenida Santa Fé, que eu já tinha ouvido falar e visto nos mapas. Fui até lá tomar meu café da manhã. Fiquei meio com medo em ter que me virar e pedir o que eu queria comer. Deu tudo certo. A moça me entendeu e pude matar a fome. Algumas pessoas ficam me fitando como se soubessem que eu era uma estranha no ninho. Eu estava podre de cansada, morrendo de sono e louca pra deitar um pouco. Voltei pr Hostel, mas meu quarto ainda não estava limpo. Às 14h30min a guia do city tour ia me buscar. Eram 11h e alguns minutos. Decidi que não ficaria ali parada, esperando. Peguei um táxi até o Alto Palermo Mall/Shopping. Não achei nada de mais, até bem normalzinho. Aí decidi que iria encontrar o Starbucks. Perguntei a um segurança onde ficava a Scalabrini Ortiz e fui andando até lá. Tomei um frapuccino deliciosoooooooo. Pedi a uma senhora que tirasse uma foto minha e ela foi supergentil. Aliás, todos o foram. Ninguém me tratou mal, foram todos solícitos e tentavam me compreender. Não sofri preconceito por ser brasileira, nem por não falar espanhol muito bem. Aliás, essa palhaçada de rivalidade parte dos brasileiros; eles não têm isso em relação a nós.Voltei pro Hostel caminhando, levei mais ou menos uma hora. Me arrumei pra esperar o city tour. O quarto não era bom. O colchão era velho e úmido, bem como o travesseiro. O banheiro também era úmido, mas tudo bem, não liguei muito pra isso, já que não iria ficar dentro da habitação.  O city tour me decepcionou um pouco, uma vez que não descemos em quase nenhum lugar, além do Caminito e da Casa Rosada. As outras fotos tiveram que ser tiradas de dentro do ônibus. Quando voltei ao Hostel decidi dar uma volta. Fui conhecer a Honduras. Era “temprano”, mas tava rolando o happy hour deles, que é bem legal. Depois fui dormir. No outro dia fui em busca do Hard Rock, andando. Encontrei sem me perder. Almocei lá. Muito boooom! Depois me dei conta que estava perto da Floralis, da Faculdade de Direito e do Museu Nacional de Belas Artes. Entrei, tirei foto na Floralis, na Plaza Francia e na Faculdade de Direito. Depois fui ao Cemitério da Recoleta e ao túmulo de Evita. Saí caminhando sem rumo e me dei conta que estava na Sta. Fé. Fui em busca do El Ateneo. Demorei um pouco pra encontrar. Minhas costas estavam pedindo arrego e decidi tomar um café na Havana. Comi uma media luna e um alfajor... bem gostosos. Saí caminhando e encontrei a livraria. Lindíssima. Imponente..demais. Era um teatro... aí no palco tem uma lanchonete... ai, ai!!!!! Aí saí a andar sem rumo pela Sta. Fé. Sentei-me num barzinho pra tomar um chopp e fiquei a observar as pessoas. Depois tomei um táxi e voltei pro Hostel. Dei uma volta pelas redondezas, tomei uma Quilmes e voltei pra dormir. No meu último dia lá, quer dizer, no último que tinha pra aproveitar, saí por Palermo. Tomei café numa padaria bem gostosa, comi empanada... uma delícia. Aí fui no Bosque, Parque 3 de Febrero. Lindíssimo... tinha pedalinho... cheio de verde... demais. As pessoas lá parecem que sabem aproveitar a vida melhor, têm uma outra energia, sei lá. Gostei muito. Vi o planetário, mas não dava pra entrar; estava fechado pra reforma. Quis ir ao Zoo, porém tinha muita fila e eu não tinha tempo a perder. Fui na Corrientes. Peguei um bus pra ir lá. No caminho conheci um casal que curtia o Erico Verissimo (L)!!!!!!!!!! Tirei foto no Obelisco e o Cólon, tudo muito lindo, arquitetura perfeita. Tirei fotos de outras construções também... tudo muito demais, sem palavras. Quero ver quando eu for pra Europa... vou enlouquecer!!!!!!!!!!!!!!!!!! Voltei pro Hostel, mas antes tomei uma Stella num barzinho na Sta. Fé, que foi um dos lugares que mais gostei. Amei muito essa viagem, tudo é lindo demais. Me encanta ouvir as pessoas falar, me encanta aquele idioma!!!!!!!! É música pros meus ouvidos! Estou mais que apaixonada. E muito triste por ter voltado! O que achei legal também é quem tem vários “kioscos”, que são tipo lojinhas de conveniência, porém sem o posto de gasolina, rs... Conheci algumas pessoas no Hostel, mas conversei mais com um chileno e um argentino de Córdoba (não sei como se chama quem nasce lá, auhuahahuuahuahuaha). Histórias bem interessantes. Aí que eu me coloquei a pensar na minha vida e nessa inquietude. Eu acho legal eu ser assim, de não me conformar com as coisas e querer mudar, querer o novo e buscar coisas diferentes. Espero viajar muito ainda... jamais esquecerei essa viagem. Guardarei tudinho. E quero mais. Já estou planejando uma volta a BsAs. Queria fazer um intercâmbio lá, algo assim. E me questiono mais ainda sobre o meu curso. Veremos. Estou muito feliz, porém triste porque estou aqui e não lá. Fecho os olhos e vejo as coisas, as ruas... ahhhhhhhhhhhh, BUENOS AIRESSSSSSSSS!!!!!!!!!!!!!!!!! (L)!!!!! MI AMOOOOOOOOOOOOOOR QUERIDOOOOOOOOO!!!!!!!!! Quero voltar pra ver o que não deu tempo de conhecer e pra andar de trem e de subte!!!!!!! CANT WAIT. E mais uma coisa: viajar sozinha é bom demaisssssssssssssssssssssssssssssss!!!!!!

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