Não sei se quando te aproximas para conversar comigo tens a intenção de me machucar. Se tens o intuito de me causar ciúme ou qualquer sentimento quando falas comigo ou quando surges com as tuas "amigas". Pode parecer mentira, mas eu superei. Não sinto mais nada quando estou ao teu lado. Não sinto mais nada por não poder te ter em meus braços. Pode parecer estranho porque eu escrevo essas coisas. De repente parece que estou tentando negar pra mim. Não. Não é isso. É que eu fiquei tanto tempo presa a um sentimento que só me fazia mal, que só me consumia, que eu sinto necessidade em escrever. Eu gostei tanto que chegou a doer. Quantas noites eu fui dormir agoniada? Quantos dias esperando uma só mensagem? Desejando que foste te arrepender? Que pudesses voltar atrás? Não. Eu acordava e a primeira coisa que minha à cabeça eras tu. Não sei por que foi assim. A errada sempre fui eu e continuo sendo. Porque eu tenho uma intensidade de sentimentos que não consigo controlar. E quando alguém interessante se aproxima eu tento segurar com força. Porque tenho medo de perder, posto que sequer tenha tido algo. Porque são poucas as pessoas que me interessam, que fazem eu me sentir daquele jeito e do jeito que estou me sentindo agora. Mas não é mais por ti. Nesse ínterim, dois anos, quase, algumas pessoas surgiram, obviamente, não estive na clausura, só que nenhuma, nenhuma mesmo, fez com que eu me interessasse. Nenhuma despertou qualquer reação, qualquer sentimento. Ninguém fez eu me sentir como estou agora. E na verdade não sei se é bom eu estar me sentindo como estou. Porque isso traz consequências à minha vida. Eu não consigo me relacionar com as pessoas. Porque eu tenho uma urgência maior que todos. Porque meus sentimentos são velozes demais. E me transtornam, me deixam triste. Mexem comigo, me colocam pra baixo, porque eu sou assim. Minha natureza é ser triste. A tristeza está sempre presente em minha vida. Eu, talvez, não me permito ser feliz. De repente por medo, sei lá. Eu sinto uma agonia, eu preciso de estabilidade. Só que as pessoas nem sempre estão dispostas a isso. Não digo namoro, mas pelo menos algo que me deixe tranquila, sei lá. Eu não consigo explicar, só sentir. Quem conseguir um dia ficar ao meu lado merecerá um prêmio. Eu sei quão difícil eu sou. Eis que aparece uma pessoa interessante e eu não sei lidar com as minhas emoções. Não sei lidar com esse turbilhão de perguntas sem respostas. E aí eu me torno uma pessoa chata, toda errada, embevecida, com sensações alheias ao meu ser. Me encho de medo. Perco a pessoa antes de tê-la. Essa sou eu, errando sempre. Porque eu sou orgulhosa, porque eu sou tantas coisas e não consigo ser algo além de mim.
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