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domingo, 9 de agosto de 2009

Hoje o dia foi bom... apesar de eu não ter feito nada de extraordinário... Acordei, tomei banho (e que banho, né! isso aqui, sim, é banho... não o que estou acostumada a tomar em POA hahaahah como eu SOFRO!!!), almocei, lavei a louça pra mãe (sou muito amável, beijos) e fiquei esperando a Sandroca chegar pra eu fazer as unhas. Só que ela me passou pra trás... disse que viria às 13h e chegou aqui quase 15h... quer dizer, eu disse que não ia rolar, não. Mas aí ela fez as unhas da vó e ficou tudo ok. Fui ao centro com a mãe, mas não tinha nada de novo, nada que me agradasse. Nem um livro da Clarice que eu queria eu encontrei. Aí sentamos numa mesinha (quer dizer, na cadeira...), a mãe tomou uma coca e eu uma cerveja! Ficamos conversando, contei algumas coisas a ela... e parecia que ia chover. Viemos pra casa e, em seguida, fomos ao mercado. A mãe queria fazer o milagre da multiplicação hahahahaaha aí viemos em casa deixar as coisas e fomos à casa da minha madrinha querida. Aí que eu consegui um padre pra me crismar. Sim, eu vou me crismar. Simmmmm, EU, logo eu! Por quê????????????. Porque tipos que eu já tinha convidado uma pessoa pra ser meu padrinho, aí desisti... tipos que ficou meio chato, porque ele sempre me chama de afilhada. Aí terei que ler uns negócios de sacramento, me confessar... muito "tri"! Mas ok... não tenho pretensão alguma de casar, que dirá na Igreja, mas tudo bem. De nada vai me servir o crisma, de nada vai me adiantar. É só pra regularizar minha situação com o meu ex futuro padrinho hahaha Aí que eu preciso exteriorizar tudo isso. Aí que isso não importa a ninguém. Na verdade acho que nem a mim mesma. Mas eu sinto que preciso registrar isso. Para que eu possa reler amanhã ou depois. E saber o que eu fiz. Se eu vivi. Se o meu conceito de vida se encaixará no amanhã. Porque nada é estanque. Então amanhã (future) posso ter uma perspectiva diferente do que é viver. Diferente da que tenho hoje. A única coisa que eu tenho certeza que jamais mudará em minha vida é a minha descrença em deus. Isso eu sei que nunca passarei a acreditar. Nem em momentos difíceis. Porque, né. Com 22 anos eu já passei por coisas bem complicas (como eu SOFRO II) e não precisei me apegar a um deus para superar. Digamos que eu tenha uma força dentro de mim que faz com que eu contorne o que me machuca. Às vezes demora, mas eu consigo. Não preciso me ater a religões, a crendices, a essas coisas todas que a maiora se apega... eu sei viver por mim. E faz tempo. Aí a pergunta: mas por que o crisma? Pelas razões acima expostas. Num ímpeto eu convidei uma pessoa pra ser meu padrinho. Fiz um ou dois anos do crisma e quando tive que ir a um retiro desisti. Aí que eu achei que ficou meio constrangedor sempre que eu o encontrava. Porque continuava a me tratar por "afilhada". Não vai doer tanto assim me crismar. Tudo bem, vai contra meus princípios... mas tá. Aí que, se eu pudesse, como já dissa outrora, queria parar a vida aqui. Acho que, sinceramente, nunca me senti tão realizada. Sabe, eu não via futuro no meu curso, não enxergava futuro em mim, na minha profissão, na minha vida. Só que agora eu consigo sentir que estou trilhando o caminho certo. E é tão boa essa sensação. São pequenos gestos, pequenas demonstrações... e coisas grandiosas, ao meu ver. Eu nunca tinha trabalhado antes... e agora eu sei que não quero mais parar. Estou me sentindo muito útil. Tá tudo tão direitinho que dá até medo. Espero que tudo continue assim. Espero continuar me sentindo assim. Plena, realizada. Quero abraçar o mundo. Agora eu vou ter o meu dinheiro pra fazer as minhas coisas. Mais além até viajar eu poderei, que maravilha!!! Avião, que saudade. Voar, voar, voar, me sentir nas alturas... conhecer outros lugares... e quiçá outros países, outras culturas e línguas. Eu quero tudo, quero continuar sendo, continuar vivendo e sentindo. Quero essa completude, essa plenitude... e NADA nem NINGUÉM, ok? NINGUÉM... vai estragar o que eu sinto e o que estou sentindo. Menos ainda o que eu sentirei. EU sou responsável pelos meus atos, pelos meus sentimentos, e ninguém tem o DIREITO de interferir/intervir na minha vida e na minha felicidade. Não vou deixar que nada me abale. Tudo já ficou para trás. O que machucou, o que doeu. Eu sei que algumas coisas doem, machucam, ainda... mas o sofrimento é inevitável. É só pensar por alguns instantes em alguma coisa para que se machuque o coração... +- isso. No fim seria isso. E depois de ser feliz, parafrasenado Clarice, o que se faz? Porque, né. Eu estou me sentindo como nunca me senti antes. Eu pensava que eu não fosse nada, que eu era um lixo, que não saberia fazer nada, que jamais iria conseguir um trabalho... e que ninguém iria gostar de mim do jeito que sou, além de minha família e amigos... mas me equivoquei. Não sou esse monstro todo que eu pensava ser. Esse ano está sendo maravilhoso e espero que o resto dele continue assim. Tenho quase certeza que sim. Chega de dar tudo errado, chega de andar pra trás, de não ver uma luz. CHEGA. Quase dez anos se passaram já... muita coisa mudou, outras continuam estagnadas... tudo poderia ser diferente. Mas se diferente fosse, diferente seria... assim, muita coisa positiva que aconteceu pra mim, devido a fatos ruins, talvez não tivessem acontecido. Então, como diz a mãe, e repito, tudo tem uma hora certa pra acontecer. Eu errei, acertei, fiz besteiras, me iludi, sofri, fui machucada, machuquei (?)...mas cresci. Lato sensu. Hoje eu não sou mais a menininha da mamãe. Quer dizer, isso serei pra sempre, aos olhos dela. Mas eu sou adulta. Sou mulher; não sou mais uma criança. Tenho um mundo a enfrentar. Porque, né... "vossos filhos não são vossos filhos... São os filhos e filhas da vida desejando a si mesma". Minha mãe me criou pouco pro mundo. Só que eu aprendi a me virar. Eu quis isso. Eu quis largar a minha vida aqui e ir atrás de um futuro melhor. Quis ser eu. Não mais neta de, filha de... EU. Larissa. Mais uma aí no mundo, entre milhões. Eu quis tudo isso. Agora eu que suporte o ônus. Continuo a me sentir perdida em Criciúma. E cada vez que eu venho pra cá, mais certeza eu tenho de que não quero voltar. Não se sabe o dia de amanhã, porém espero permanecer em POA, no mínimo. "I believe I can fly. I believe I can touch the sky". Eu só venho aqui por causa da mãe, do vô, da minha família e alguns amigos. Porque se dependesse de mim... fixaria raízes para sempre em POA e jamais voltaria nessa terra que, hoje, é de ninguém. Choque de gestão. Remete a Yeda, a Aécio... Sim, né. Ok. Não entrarei no mérito da questão. Foi o que mais da metade do eleitorado decidiu... né. A responsabilidade jurídica me impede de fazer qualquer juízo de valor, uma vez que não tenho provas. Então não quero ser processada por injúria ou difamação. Abster-me-ei de qualquer comentário negativo ou qualquer imputação de fatos. Sei que POA me trouxe toda a felicidade do mundo. POA me completa, faz com que eu me sinta viva. Faz eu sentir o mundo, sentir que eu quero mais de tudo. Que eu quero e preciso viver até o último milésimo de segundo. Eu preciso do mundo, eu quero o universo. Não sei até quando ficarei em POA. Quero continuar sonhando. E vivendo. E sendo, acima de tudo. EU SOU. Estou vivendo. Estou sentindo. Estou pensando.

E.T.: Só pra eu não esquecer: hoje eu consegui me abrir pro meu vô e dizer a ele o que eu sinto. Foi lindo e recíproco. Me emocionei!!!!

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