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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Esse semestre está sendo o mais puxado até agora e acredito que daqui pra frente será assim. Tive sorte de ter pegado bons professores... mas os trabalhos são bem trabalhosos. Não são difíceis, mas trabalhosos. Se bem que eu prefiro trabalho a prova, até porque, ao meu ver, se aprende muito mais pesquisando do que estudando para uma prova que a gente não faz a menor ideia do que vai cair... às vezes acaba estudando o que não cai e vice-versa, se é que tem vice-versa. Tenho aprendido muito, mas mais ainda fora da sala de aula. É verdade que não tenho me dedicado como deveria aos meus estudos, mas tenho estudado, sim. Tenho me limitado a ler o "juridiquês", deixando de lado os livros que eu realmente queria ler. Claro que eu não leio uma doutrina do começo ao fim; leio pedaços... e quando sobra tempo pra eu ler o que gostaria, estou cansada e vou dormir, ou pelo menos me deitar. O feriado foi bem turbulento... eu tinha mil coisas pra fazer e achava que não daria conta... passei mal, dormi muito... senti dores fortes na coluna... queria colo. Ainda bem que eu estava em Criciúma, com mamãe e meu vô se preocupando comigo, com a minha saúde que momentaneamente ficou fragilizada. Como raramente fico mal (de saúde), ficaram bem preocupados. Ainda bem que eu estava perto deles... chazinho, remedinho, carinho, preocupação... às vezes isso ajuda a curar. Apesar de eu não ser mulherzinha, eu também sinto necessidade de receber carinho, como todas as demais pessoas que não têm um coração gelado. Aprendi a ser independente, mas isso não significa que eu não tenha momentos de carência. Evidente que eu não reclamo mais como antes, de me sentir, ser e estar sozinha, mas eu sinto falta da minha mãe, sinto falta de bastante coisa, aliás. Mas é melhor ser independente, ter autonomia pra fazer o que bem entender. Não que a minha mãe tolhesse minha liberdade, nada disso, mas eu acho que é bom não depende de ninguém, nem de amiga, nem de ficante, namorado, whatever... porque quando a gente começa a gostar de alguém e se fica vulnerável, dependente, suscetível, sofre muito mais quando não está. Já fui dependente demais nessa minha vida... e deixei de viver a minha vida em razão disso. E medo, senti muito medo. Sinto, mas em proporções menores. Aprendi a deixar de ser tão possessiva. Aprendi que ninguém é dono de ninguém, que cada um tem sua vida. O problema é que muitas vezes a pessoa de quem a gente gosta não consegue retribuir da forma que gostaríamos. Às vezes são indiferentes aos nossos sentimentos, frios... fazem pouco caso, não demonstram nada, não esboçam nenhum tipo de reação em relação a gente. E obviamente isso machuca. E dói, vai doendo...acredito que muitas vezes falta amor próprio. E não sei por quê. Claro que sei. Porque sempre me acharei aquele patinho não feio, mas horroroso, a criatura mais sem graça, mais néscia de todas, mais ignorante... mais sem precadicados nenhum. E isso faz com que a gente se sujeite a coisas que não se sujeitaria se estivesse bem, se não se sentisse um nada, se se valorizasse mais... e por gostar, por medo de sofrer mais ainda com ausência, a gente acaba se submetendo a certas coisas que doem no coração... diversas de como gostaríamos e imaginávamos que fosse. Claro que eu não idealizo um príncipe, até porque não sou sonhadora. Só queria, sei lá, que houvesse reciprocidade. Que não fosse tudo "tanto faz, pouco importa, não estou nem aí". Porque a indiferença machuca muito mais que um não. Essa incerteza toda. Até quando? E até quando eu vou aguentar? Eu tinha prometido a mim que não faria mais isso, que as coisas não seriam mais assim. E eu me esforcei bastante pra ser uma pessoa melhor, pra não ser tão possessiva... só que sinto necessidade de falar, de demonstrar, não apenas com palavras, mas com gestos, o que eu sinto. Só que as pessoas nem sempre estão dispostas a isso, nem sempre deixam que a gente goste delas de verdade. Talvez por medo, talvez por não sermos quem elas gostariam que gostassem delas... porque, talvez, não somos a pessoa ideal, não somos o perfil que se encaixa, não somos a "metade do limão" ou da laranja, whatever. Eu aprendi, também, que não se deve ter medo de se entregar de verdade pra quem a gente gosta. Só que nem sempre quem a gente gosta gosta da gente, nem sempre essa pessoa quer que a gente se entregue. Nem sempre essa pessoa quer "nos ter". Coloco entre aspas porque acho que não deve haver possessão, mas acontece. Quando digo ter, estou querendo dizer no sentido de ficar unicamente com aquela pessoa, sem procurar outras bocas, outros abraços e carinhos. Eu acho incrível que as coisas nunca são como eu espero. Acho que eu espero demais de tudo, das pessoas inclusive. Ao longo dos meus quase vinte e três anos eu já deveria saber que a vida é assim mesmo, mas parece que eu gosto de me iludir. É que eu sou meio exigente, tem algumas coisas nas pessoas que eu considero essenciais. E é raro encontrar pessoas que possuem esses predicados. Não quero mais relações doentias, com ciúme e coisarada. Mas demosntrar interesse, preocupação, se importar... acho que é o mínimo. Ainda tenho o péssimo hábito de confiar nas pessoas, de levar em consideração as palavras delas... e ainda acredito que confiança seja a base de tudo. Não espero um conto de fadas, até porque não acredito nisso. Acho bem monótona a perfeição, aliás. Mas não custa esboçar qualquer tipo de reação, seja qual for. Ódio, carinho... mas só o fato de expressar já conta. Eu sou muito intensa, então não acredito em meio termo: ou ama ou odeia. Se bem que hoje em dia eu passei a desacreditar no amor entre homem e mulher. Até porque hoje ama, amanhã já não está mais junto, está-se com outrem. Amor verdadeiro, pra mim, é o amor de família, que se tem por mãe, pai, avô.... pessoas que sempre amaremos incondicional e incomensuravelmente. O resto é resto. A gente gosta, pode gostar muito de alguém... mas amar... não sei. Se apega e tudo o mais... quando falo de amar ou odiar... quero dizer, sei lá, que ou a gente gosta da pessoa até a última gota ou não gosta. É simples. Gosta, gosta... não gosta, não quer, tem quem queira, afinal o mundo está cheio de gente. Claro que a maioria não é especial. A maioria é comum, comum, igual a todos. E até acho que não sou nada de mais. Até me acho bem comunzinha, principalmente no que toca ao meu físico: morena, olhos castanhos, pele mais ou menos clara... nada de mais, simplesmente igual a muitas outras mulhres. Um rosto comum, sem muita expressão. Isso. Ou isto ou aquilo. Mas a vida é isso. Um dia se ganha, no outro se perde. Num dia se chora, no outro apanha. O coração vai se cortando, depois convalesce. Dói, machuca, punge, arde, fere, corta, dilacera... um dia passa, um dia tudo fica bem. E não sou uma dramaqueen, apenas sou realista. QUISERA eu que as coisas fossem diferentes, que tivessem ido para um outro lado, que ao menos eu tivesse uma certeza: é ou não é. O meio termo me incomoda, me agonia, me angustia. Não sei até onde suportarei, não sei se................... acho que eu cansei. Cansei de pensar, de sonhar, de querer, de sofrer, de ser, estar, me importar... e nada. Nada vezes nada. O que há de TÃO errado assim comigo? "O problema não é contigo, o problema sou eu". Aham...

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