Os dias têm sido difíceis. Quando a gente pensa que tudo está bem, que tudo está caminhando de forma correta, acontecem fatos sucessivos que fazem com que a gente desabe. E não é a famosa TPM, não. Até não estranharia se fosse, uma vez que se fica mais sensível e suscetível ao choro. É apenas a vida. É que a gente não se acostuma, não se adapta e não entende que a vida não é feita apenas de momentos bons. A gente esquece, por ora, de todos os percalços que temos e que ainda enfrentaremos. Porque isso é viver. O que seria da vida se não fossem as agruras, as dores? Assim a gente dá valor aos momentos alegres, aos momentos que comprazem. Se tudo fosse bom, se a vida fosse feita apenas de momentos regozijantes, creio eu que não daríamos o devido valor. Assim, sabendo equilibrar as tristezas, as desilusões com os momentos alegres... assim é que se vive, no entanto, muita vezes torna-se complicado administrar essas fases ruins. Ainda mais quando a gente se acostuma a se sentir feliz. Porque, ao meu ver, felicidade não é uma constante na vida de ninguém, e nem eu poderia afirmar o contrário, uma vez que iria me contradizer com o que afirmei acima. O sofrimento muitas vezes serve para refletir sobre um todo, sobre o que é estar vivo e, também, de inspiração. Acredito que serve para que a gente se conheça um pouco mais, pra saber até onde aguenta e o que não consegue suportar. Viver não é apenas sentir-se vivo. Creio que é saber lidar com tudo isso, com as dores, com as decepções e, sem querer fazer alusão à auto-ajuda, reerguer-se com a própria força que se tem dentro. Força esta que muitas vezes a gente acredita não ter, mas quando se depara com algo que punge demais... a gente encontra sabe-se lá onde, mas dentro. "La forza della vita..." Na realidade eu acredito mais na dor do que no resto. Acredito mais na tristeza e acredito, ainda, que a tristeza, sim, pode ser uma constante... pode-se estar alegre, mas ter uma tristeza latente que, de repente, surge. Pra mim, a tristeza, a dor, os sentimentos considerados ruins são mais verdadeiros do que os demais. Eu não acho de todo o ruim sofrer, sentir uma dor incomensurável, aquelas que parece que irão nos rasgar por inteiro, que nos derrubarão... Eu acho a tristeza mais bonita, mais sincera. Não acredito em gente que sorri o tempo todo, a não ser que seja um subterfúgio, que seja uma espécie de proteção, para todo mundo. A tristeza sempre se fará presente em mim, e isso eu tenho certeza. Posso ter os melhores momentos, os mais alegres, mas ela sempre estará dentro de mim para, de repente, pôr-se para fora, sem ao menos me avisar. Assim como uma visita indesejada que chega na casa da gente. Estou triste, sim, estou sofrendo também. E é bem verdade que eu não aprendi a lidar com isso, não sei o que fazer para amenizar o que estou sentindo. Talvez o melhor a fazer é dar tempo ao tempo. Só o tempo poderá acentuar... fazer cessar esse sofrimento... e só eu posso me ajudar, encontrar em mim as respostas... se eu quero continuar assim, se eu mereço, se eu preciso e até onde vale a pena. E quer saber? Eu acho que vale a pena, sim. Se eu pudesse voltar atrás não mudaria nada, como já disse. Quer dizer, em relação ao que eu estou sentindo nesse momento, claro. Muitas coisas, se possível fosse, eu mudaria. Mas refiro-me a esse sentimento de agora e tudo que o envolve, principalmente a falta que eu tenho sentido, nos últimos dias, da minha mãe, o desamparo, a falta de carinho materno... Mais: eu acredito que vale a pena, sim, sofrer desse jeito, passar pelo que estou passando. Primeiro porque isso me faz crescer mais ainda enquanto pessoa, ser humano ou algo que o valha. Segundo porque é essa a pessoa que eu quero ao meu lado. Não direi pra sempre porque o pra sempre sempre acaba, parafraseando Renato Russo, como eu adoro fazer. E o amanhã pode não chegar também, mais um motivo que eu considero relevante pra estar desse jeito. Não quero e não vou desistir assim, sem ao menos ter tentado. Quando esgotarem-se todas as possibilidades, quando eu tiver certeza absoluta de que não dá mais, de que não há mais vias, aí eu irei desistir. Do contrário, não. A vida é muito curta, pessoas legais não aparecem o tempo todo, não brotam em árvores... Vida, vida, vida. Como eu me faço repetitiva. É que, apesar de às vezes eu ficar brigada com a vida, eu gosto muito de estar viva e sentir-me viva, com todos os obstáculos que a circundam. Apesar dos pesares... de estar assim... eu quero seguir em frente, não quero abandonar tudo a essa altura. Muita coisa dá errado; em contrapartida outras dão certo. Nesses últimos dias eu não tenho conseguido ser gente. Aí, ao cair a noite, ao chegar em casa, depois de me segurar o dia inteiro, eu desabo... e essa semana deixei de lado a dieta e me permiti ter alguns deleites gastronômicos, como MC, sorvete, trufas, essas coisas deliciosas que engordam. Hoje, pra quebrar a rotina, fui almoçar no Bourbon da Ipiranga... fui ao Subway que, diga-se de passagem, é muito bom. Depois, de sobremesa, achei que merecia um top sundae. Aí, à noite, eu fui com a Vanessa num café perto da Pça. da Encol chamado "Z Café". Olha, achei muito bom. Gostei muito do lugar, bem aconchegante, e a comida... muito boaaaaaaa! O brownie estava delicioso. É, eu ultrapassei todos os limites essa semana, mas na próxima eu irei me limitar ao diet shake, ao menos à noite. Porque, né? Foi bom ter saído, dado uma volta, embora não tenha conseguido me desligar. Aí a mãe me ligou dizendo pra eu ir pra lá. Parece que leu meus pensamentos. Eu não queria ficar aqui no feriado, sozinha, mas eu tenho tanta coisa pra fazer que até hesitei um pouco, mas, assim como ela, não queria passar o dia do aniver da pessoa mais especial longe... aí resolvi que vou, sim, ainda que pra Esplanada, um lugar, digamos, sui generis... hehehhee pra não usar outros termos, mas enfim. Sei que será bom só pelo fato de estar perto da minha mãe, o que eu preciso demais agora e sempre. O resto é resto. Sei que não vai ter muita coisa pra fazer e que vou passar a maior parte do tempo comendo, mas tudo bem. Ao menos estarei perto da minha mãezinha. Só isso me basta. Pra sempre. Isso é tudo. É um bálsamo. É a minha vida. Termino de escrever com uma foto que eu achei num site que acesso bastante, www.meuemagrecimento.blogger.com.br
Estou dando os créditos da foto ao site, mas na verdade não sei, de fato, de onde foi tirada. É que me passou uma sensação tão gostosa, de tranquilidade... Acho que vou pegar minha bici e vou passar o Ano Novo em Passárgada. Ou então comprar uma passagem em 10x pra sei lá eu onde. Longe. So far away. Eu sozinha. Eu comigo mesma, me descobrindo mais um pouco. Eu e minha solidão. EU. Eu, eu mesma, sem Irene e com uma garrafa de champagne. Ou algumas...
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