Ontem eu estava assistindo a um filme com a minha mãe. Já tinha visto no cinema, mas agora enxerguei com outros olhos e diferentes perspectivas. "O ano em que meus pais saíram de férias" (uma dica que aprendi no pré-vestibular: quando há verbo na frase, inicia-se com maiúscula e o resto fica em minúscula; quando não tiver verbo, todas as palavras podem começar com maiúscula). Na minha singela opinião é um bom filme, porém fraco. Aos meus olhos o menino demonstra poucas emoções e o lado da ditadura é pouco explorado. De repente estou falando besteira, porém é minha visão. Só que não é sobre o filme que eu quero falar. Minha mãe dormiu e eu fiquei ali, absorta, até conseguir apagar. Estive pensando sobre meus erros. Refletindo o que fiz de maneira torta. Me senti culpada, quanta falta de tato. Obviamente já errei várias vezes, com várias pessoas e talvez eu erre diariamente, talvez devesse ser uma pessoa mais calma, mais paciente, mais amorosa. E me machuco remoendo isso. Talvez eu devesse ter sido mais compreensiva, mais carinhosa, devesse ter oferecido mais a mão e meus braços. Só que a insegurança, mais uma vez, tomou conta de mim. Se eu tivesse agido diferente quem sabe as coisas também teriam sido diferentes. E saber que por um erro meu, eu que não me esforcei pra acertar, te perdi pra sempre. Voltar não dá. Dizer que vou mudar também não, pois serão palavras ao vento, difíceis de praticar e, mais importante, de acreditar. Tenho certeza que foste/és a pessoa que mais gostei até hoje. Depois de términos nunca fiquei com alguém por tanto tempo assim na minha cabeça, pensando todos os dias. Sei que não há nada que eu possa fazer, além de me arrepender e ficar imaginando como seria se tivesse sido diferente. Eu errei, mas por medo. Não queria te perder e mesmo assim eu consegui. Se eu tivesse sido melhor, se eu tivesse estendido mais a mão, tentado ouvir mais, compreender o que se passava... tivesse sido menos possessiva... mas, né? NÃO adianta mais me torturar. Passou. Não volta mais, já era. Um dia passa. Ou não. Dizem que existe aquela coisa de amor da vida, que a gente nunca esquece e mimimi. Confesso não acreditar, como já disse, em amor, mas vai que, né? Incrivelmente derramei lágrimas. Olha só o que és capaz de fazer com um coração de pedra hehehe Talvez eu não tivesse maturidade o suficiente, talvez eu não tenha... Quis achar que os erros foram teus, mas admito que não; eu errei. Fui eu a culpada por dar errado. Precisou passar quase um ano para que eu conseguisse digerir tudo isso e assumir pra mim mesma. Agora já me acostumei a viver assim. Tentei não pensar em ti, mas como diz aquela música do Fagner, "em outras bocas não consigo te esquecer." Nenhum outro foi igual a ti, ninguém é e nem será, porque és único e diferente de todos. O que mais me encanta é a tua postura, além de tua inteligência e cultura. Boba eu de não ter notado isso antes; talvez tivesse sido mais segura. E aprendi muita coisa contigo, inclusive a lidar melhor com a dor. Bom, chega.
Não sei por quê
Insisto tanto em te querer
Se você sempre faz de mim
O que bem quer
Se ao teu lado
Sei tão pouco de você
É pelos outros que eu sei
Quem você é...
Insisto tanto em te querer
Se você sempre faz de mim
O que bem quer
Se ao teu lado
Sei tão pouco de você
É pelos outros que eu sei
Quem você é...
Eu sei de tudo
Com quem andas, aonde vais
Mas eu disfarço o meu ciúme
Mesmo assim
Pois aprendi
Que o meu silêncio vale mais
E desse jeito eu vou trazer
Você pra mim...
Com quem andas, aonde vais
Mas eu disfarço o meu ciúme
Mesmo assim
Pois aprendi
Que o meu silêncio vale mais
E desse jeito eu vou trazer
Você pra mim...
E como prêmio
Eu recebo o teu abraço
Subornando o meu desejo
Tão antigo
E fecho os olhos
Para todos os teus passos
Me enganando
Só assim somos amigos...
Eu recebo o teu abraço
Subornando o meu desejo
Tão antigo
E fecho os olhos
Para todos os teus passos
Me enganando
Só assim somos amigos...
Por quantas vezes
Me dá raiva de querer
Em concordar com tudo
Que você me faz
Já fiz de tudo
Prá tentar te esquecer
Falta coragem prá dizer
Que nunca mais...
Me dá raiva de querer
Em concordar com tudo
Que você me faz
Já fiz de tudo
Prá tentar te esquecer
Falta coragem prá dizer
Que nunca mais...
Nós somos cúmplices
Nós dois somos culpados
No mesmo instante
Em que teu corpo toca o meu
Já não existe
Nem o certo, nem errado
Só o amor que por encanto
Aconteceu...
Nós dois somos culpados
No mesmo instante
Em que teu corpo toca o meu
Já não existe
Nem o certo, nem errado
Só o amor que por encanto
Aconteceu...
E é só assim
Que eu perdôo
Os teus deslizes
E é assim o nosso
Jeito de viver
E em outros braços
Tu resolves tuas crises
Em outras bocas
Não consigo te esquecer
Te esquecer...
Que eu perdôo
Os teus deslizes
E é assim o nosso
Jeito de viver
E em outros braços
Tu resolves tuas crises
Em outras bocas
Não consigo te esquecer
Te esquecer...
Só porque gosto muito dessa música!
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