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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Depois dessa "verborragia" de hoje, vou dormir. A noite está me incomodando. Tem um vento quente soprando na minha janela. Isso me assusta. Um vento que me parece trazer algo ruim. Espero que seja fruto dessa mente fértil. Amanhã minha mãe chega. Acho que faz uns 20 dias que não nos vemos, não sei bem ao certo porque conta não é comigo. Fico feliz que poderei abraçá-la. Quarta-feira vamos pra Criciúma. NÉ! BEM assim. Agora eu sei mais uma coisa: às vezes não precisa dizer nada; basta saber que se está ali. A presença. ASSIM. Só. O dia foi estranho. Tomado por uma agonia. Um vazio. Um nada. Deve ser, também, porque é véspera de prova. E eu sempre fico muito ansiosa. Com medo. Comi muito. Parece que vim de uma guerra. Algo assim. Ok, agora já foi. Eu vou dormir. Estou tomada por uma grande preguiça existencial. Fiquei com preguiça de existir pelas próximas horas. E de arrumar a cama. Vou me jogar assim, como ela está. Afinal, são 6 cobertores para estender. Não. Não mesmo. Vai de qualquer jeito, hoje vai assim mesmo. Um ninho. Sei que vai ser mais uma noite que vou me mexer, me virar de um lado para o outro e o sono virá só na hora de acordar. Talvez o nome "prova" me deixe assim. Talvez sejam apenas as circunstâncias todas, de tudo. É. Não fugi de casa. Vou me esconder no meu mundo. "Non è niente di speciale, ma questo mi fa stare bene." Especial até é, mas enfim...

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