Pages

Slideshow

terça-feira, 30 de junho de 2009

"Mi dispiace devo andare via, ma sapevo che era una bugia... Quanto tempo perso dietro a lui, che promette poi non cambia mai."

Pois é. Quanto tempo perdido mesmo!!! Nao sei precisar quanto tempo realmente foi; talvez um ano. É, por aí. Quanta coisa que eu deixei de viver, que eu deixei de lado, que eu não fiz, por acreditar em algo fadado ao fracasso. Várias tentativas inúteis que sempre levavam ao mesmo ponto. Nada mudava; ficava estagnado. Ia e voltava na mesma direção. Promessas e mais promessas que nunca se cumpriram. Não estou tirando a minha culpa, claro que não. Contribuí para que algumas coisas dessem errado, mas eu sempre dei muito mais de mim do que recebi. A minha insegurança, o medo de perder, talvez tenham me feito agir de forma contrária à que eu gostaria. Só que nesse meio tempo eu deixei a minha vida de lado. Envolvi-me em uma bola de neve. Um medo absurdo de ser, de estar sozinha. E, por vezes, acabei me deixando de lado em conta disso. Esqueci que eu precisava respirar. Que eu precisava viver. Que já não estava bom. No entanto fiquei insistindo em algo que já havia terminado há muito. A partir do momento em que não há mais respeito mútuo não tem como continuar. E, ainda assim, eu quis. Como eu me arrependo. Se eu pudesse dizer que valeu a pena a vida que eu deixei de aproveitar... mas não, não vale a pena todo esse esforço. Aprendi bastante com algumas situações, inclusive a vencer o pavor da solidão. Mas, ao mesmo tempo, deixei de aproveitar essa cidade linda, deixei de conhecer pessoas legais, de fazer o que eu queria fazer. Minhas amigas já não me convidavam para fazer nada. Pelo menos não aqui em POA. Aí tudo acabou se resumindo em um mundo fechado, de certa forma cerceando a liberdade. Passado tudo isso aprendi que é preciso VIVER E DEIXAR VIVER. Não há como ser de outro jeito. Não há pessoa no mundo que mereça estragar a nossa viva, que mereça bloquear tudo que a gente precisa, com urgência, viver, experimentar, ser. Eu vejo, hoje, como eu era infeliz. Sempre passava mal, tinha dores fortes de cabeça, febre... e hoje não. Eu estou feliz (porque felicidade não é uma constante, e sim momentos). Estou bem. Não sinto mais dores físicas. Acabou. Por que eu demorei tanto para aceitar? Conselhos não adiantavam nada; precisei querer acabar de vez, sem retroceder. E, olha, não foi de todo difícil. Nem precisei ser tão forte assim. Até porque, em razão de várias circunstâncias, o encanto havia acabado. Amor eu não sei precisar se existiu. Algo forte, que hoje eu questiono muito se chegou, de fato, a ser amor. Não sei, estive pensando nisso hoje e resolvi tirar da minha cabeça. Claro, eu estou sendo um pouco injusta. Alguns pontos foram positivos, pois penso que sem a prenseça dele, talvez, eu tivesse desistido. Talvez eu não estivesse preparada ainda para viver em um lugar tão grande, sozinha. Mas agora eu sei. Se bem que fico pensando que acho que eu teria força, sim, para continuar aqui, ainda que totalmente sozinha, sem amparo. Porque a minha maior vontade sempre foi sair de Criciúma; jamais ia ser feliz lá, nunca ia encontrar o que encontrei aqui. Então, por outro lado, acho que todo esse anseio pelo novo poderiam ter me feito ficar por aqui, sim. Agora as coisas estão muito mais fáceis. E nunca, nunca mais, vou me anular como outrora. Não há quem mereça isso. Não há como apenas se doar, sem receber nada em troca. É preciso consideração, reconhecimento, respeito... e quando finda tudo isso não há como levar adiante. De mais a mais, já havia se desgastado por todos os términos e voltas. Isso acaba com tudo mesmo!!! Só que agora eu nunca vou deixar ninguém passar por cima de mim, dos meus sentimentos, me subestimar, me fazer crer que eu sou um nada. Não mesmo!!! Embora não tenha sido escrita pelo Renato Rsso, ele fala por mim: "Mi dispiace devo andare via, questa volta l'ho promesso a me, perché ho voglia di un amore vero, senza te!!!"

Nenhum comentário: