sábado, 27 de junho de 2009
Sábado. 21h45min. Em casa. Sozinha. Ouvindo "Bolero de Ravel". Tanta coisa passa em minha cabeça agora. E tão rapidamente... nem dá tempo de pensar. Como se fosse uma tempestade. E essa música me deixa em estado de êxtase. Minha mãe que me apresentou. Ah, se nã fosse ela... simplesmente nada seria o que é (para mim). Nem eu. Aliás, não estaria aqui. E mais uma vez me vem à mente a vida. Vida, vida, vida. Viver. SER. VIVER. SER. SER. VIVER. Não sei. Eu tenho preguiça de pegar papel e caneta pra escrever. Porque sempre passa de três (TRÊS, não "TRÊIS") páginas e eu não compreendo minha letra. Aqui é mais fácil. Vai rapidinho. E ninguém acessa mesmo. E se eu não escrever... sei lá, transborda demais. Preciso muito, mais do que chocolate. Pode parecer clichê o que eu escrevo, mas não importa. Seria, então, clichê o que eu sinto? Eu tenho pensado muito sobre a vida. Não sobre a minha apenas. Mas a vida lato sensu. É linda demais e, ao mesmo tempo, tão incompreensível. É tão estranho hoje estar aqui e amanhã, de repente, não! Eu já escrevi isso, mas preciso de novo. Ok, há uns meses também sequer me imaginava, em casa, sozinha num sábado. Não que eu fosse de sair. Mas sozinha, num sábado, numa cidade como POA... não entrava na minha cabeça. Sentia falta não sei de quê. Da minha mãe. Sinto ainda, mas hoje é bonito; n]ao dói como antes. É preciso tudo isso. Aliás, é preciso estar só, ficar só, pra dar valor a tantas outras coisas!!!! Eu não sabia que era assim... como é bom tudo isso... como é bom sentir-se viva e não apenas existindo. Estou, cada vez mais, apaixonada por essa cidade. Foi a ela que resolvi me doar e doar todo meu amor. Não me machuca. Não me fere. Faz com que eu me sinta ok. E, acima de tudo, VIVA!
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