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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Por descuido, esqueci de mencionar que a Esplanada foi o lugar onde passei muitos finais de semana da minha infância querida, inclusive foi onde aprendi a andar de bicicleta. Levei muitos tombos, tomei banhos de mar, chorei, ri, vivi. Eu achei que seria enfadonho ficar lá, afinal é um lugar sem lazer... mas não, pelo contrário. Revivi muita coisa e fui feliz de novo. Me senti muito bem lá, com pessoas queridas que fizeram parte do meu crescimento. Foi muito bom pra mim, me reergui, me regenerei. Agora estou melhor, com força de novo. Estava precisando disso. Em Criciúma também sou bem tratada, recebo carinho, mas meio que virou rotina. Na Esplanada eu recebi carinhos de pessoas que eu gosto muito, mas que havia perdido o contato por circustâncias do acaso. Foi muito bom relembrar momentos e viver coisas diferentes, embora tenha sido rápido. No entanto foi intenso. E, pra finalizar, quando eu estava no ônibus, a mãe entrou com uma sacola do Angeloni dizendo que a Baba havia comprado uma barra de Alpino e uma passatempo pra mim porque "ela adora alpino". Eu fiquei muito contente... nesses três dias ela percebeu do que eu gostava e, num gesto simples, demonstrou afeto por mim. Me senti muito acarinhada... sei lá, foi muito bom. Superou qualquer expectativa. Agora estou forte novamente pra continuar seguindo. Queria poder estar perto sempre mas, como eu disse antes, a gente faz escolhas... e a escolha que eu fiz impede que eu fique perto dos meus familiares e do amor que eles nutrem por mim (e eu por eles). Espero, em breve, poder viver novamente e ter as sensações que eu tive nesse pequeno feriado. Qualidade. Isso é o que importa. Ah, a minha infância... Termino fazendo uma alusão ao Romantismo (escola): "Que saudades que tenho (...) da minha infância querida que os anos não trazem mais!"

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