Pages

Slideshow

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Quinta-feira, 29 de outubro. Cheguei em casa, após ter ido tomar café com a Vanessa, e a mãe me liga perguntando se eu não queria ir pra Esplanada passar o niver dela com ela. De início eu hesitei, disse que teria que estudar, roupas pra lavar etc. Depois, com meu coração doendo mais ainda, disse que eu iria, sim. Até porque não gosto de passar o aniversário da pessoa mais importante da minha vida longe. Então eu resolvi deixar esses livros de Direito das Coisas de lado e ir passar um final de semana diferente. Só que eu esperava uma coisa e foi outra, totalmente diferente. Eu pensei que seria chato, sem nada pra fazer. Até banho de mar eu tomei e, diga-se de passagem, o mar da Esplanada é melhor do que o do Rincão. Aí eu estava achando que pelo fato de não falar com a Kel há muitos anos, a gente não saberia o que conversar. Porém foi o contrário: conversamos muito e até faltou tempo. A mãe me esperou com cerveja, chocolate, um almoço muito bom preparado pela Baba... estava muito bom. Estava precisando ficar perto de quem gosta realmente de mim, de quem me conhece desde que eu nasci... estar com familiares, com pessoas que, como disse a mãe, eu não via há muito mas que parecia que tínhamos nos visto na noite anterior. Me senti muito bem, fiquei muito feliz de estar perto da minha mãe; sempre é bom. Depois fomos pra Urussanga. Pensei que seria super chato, mas não. Até de lá eu gostei. Só que lá faz um calor como o de Criciúma e o de POA. Tava demais. Ainda bem que na Béia tinha ar-condicionado... e quarto que ela nos hospedou tbém. Então deu pra segurar bem... só não gostei de ter ido ao cemitério. Ainda estava muito quente, fiquei irritada... e com dor de cabeça. A mãe tirou fotos do túmulo do meu trisavô, bisavô dela, e aí fomos dar uma volta na pça da Igreja. Tudo muito pacato, tanto que já havia caído a noite e nós estávamos na pça... havia algumas pessoas também... tomei um sorvete de chocolate, uma cerveja, pra quebrar a rotina... a mãe tomou uma coca... e por lá permanecemos, enquanto as primas da mãe ficaram no cemitério assistindo a uma missa. Eu e a mãe ficamos lá conversando, esperando por elas pra comermos algo. Digamos que tenha sido um feriado bem gastronômico. Domir superbem, li algumas tantas págs. do livro que estou lendo... e que estou quase acabando. Agora quero ler "Mentes Inquietas"... e tem tanta coisa ainda pra eu ler. Resumindo, ainda que eu estava em lugares pacatos, sem movimentação, que não tenha saído pra "balada"... foi muito bom, me senti muito bem... só fiquei triste quando nós saímos da Esplanada... aquele ar de praia é maravilhoso... praia é demais... um dia ainda vou morar em uma, mas bem estruturada. O mar é divino, sem explicações.... coisa mais linda... transmite uma paz...!!!!!! E também porque estava se aproximando a minha partida. Hoje eu senti vontade de não voltar a POA; queria ficar lá com a mãe, aproveitando a companhia dela, da Baba e aquele marzão... no entanto, como dizem, a vida é feita de escolhas... e eu fiz a minha quando optei por POA... Eu pensei que chegaria aqui e que desabaria. Mas não. Foi tranquilo. Arrumei as coisas, limpei o apartamento... e estou aqui... sem sono... amanhã é terça, com cara de segunda, semana mais curta, sexta-feira chegará rapidinho... e eu não quero mais pensar em nada que doa meu coração, em nada que me machuque. Porque eu cansei. E eu não mereço isso. Não sou de todo ruim, não machuco as pessoas. Quero tranquilidade, quero continuar aproveitando POA... e vivendo a vida. Sendo eu... Espero, em breve, estar com a minha mãe. Eu não tenho nenhuma queixa a fazer pelo fato de ela ter me mimado e ter sido superprotetora. Eu me sinto, sei lá que palavra encaixar aqui, muito bem por ter conseguido, em termos, ter rompido o cordão, bem como a Kel. Fomos criadas da mesma maneira, filhas únicas, tudo que estava ao alcance de nossas mães nós tivemos, inclusive muito amor, carinho e compreensão. E eu fico muito feliz porque eu consegui seguir o meu caminho, consegui ir atrás do que eu queria pra mim, ainda que isso doa bastante... ainda que muitas vezes seja bem difícil deixar a minha mãe. Só que eu sei que isso é importante... tanto pra mim quanto pra ela. E eu sou muito grata por ter sido criada na família que eu fui, do jeito que fui... e por ter pessoas que sempre demonstraram o que sentem por mim. Aliás, fiquei bem feliz que meu vô me ligou hoje. Ele pensou que eu estava em POA, aí contei pra ele que, no fim, acabei indo pra praia. Porque senão, tadinho, ia pensar que sou omissa e que não tinha ligado sequer pra saber como eles estavam. Aí amanhã não vou ligar, porque senão ele pode achar ruim, mas quarta eu ligarei pra falar com ele... eles (meu vô e minha mãe) podem ter mil defeitos, assim como todos, mas, pra mim, são as melhores pessoas do mundo, as que eu mais amo e mais admiro. Por quem, indubitavelmente, eu daria a minha vida. Fui muito agraciada de ter nascido numa família assim... e ter recebido tanto amor, enquanto crianças são rejeitadas pela própria mãe, quem deveria amar incondicionalmente. Às vezes eu fico triste, acho tudo uma merda, mas é só eu parar pra pensar, olhar pra fora, pras famílias que existem por aí, pra tudo que eu vejo naqueles processos... e aí eu olho pra dentro da minha família, pra minha vida, e vejo que eu tive muita sorte mesmo. Que a minha família é maravilhosa. Que, apesar dos pesares, todos têm um coração muito bom. Quando falo de família, estou me referindo à minha mãe e meu vô, rementendo ao conceito de família, pai e mãe. Eu não acredito em deus, mas do contrário diria que foi um presente dele. De qualquer forma eles são uma dádiva. Tudo que sou, meu caráter, inclusive, eu devo a elas e à forma como me criaram, como me passaram valores, preceitos etc. Se eu tenho força pra continuar tudo isso, com certeza essa força, além de dentro de mim, vem de vocês!!!!!

Nenhum comentário: