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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Tem gente que gosta de ir atrás de coisa pra se machucar, né. Pois é. Aí que me contrariando, me contradizendo, resolvi ler uns posts anteriores... de agosto, setembro, outubro, novembro. Não precisava disso, mas ouvindo Smashing Pumpkins fiquei meio down e fui ler só pra saber o que se passava comigo naqueles meses... eu senti algo que não sei explicar, mas sei que o que eu sentia não existe mais. Desapareceu. Ainda bem, mas mesmo assim... eu pensava, eu via as coisas sob um ângulo diferente. Eu tentei, me esforcei, me humilhei, fui atrás, esperei... pra quê? Na verdade, a essa altura, nem sei dizer se valeu a pena... talvez eu tenha construído alguém... e pensava que o que eu sentia era recíproco, mas saltava aos olhos que não era. Quer dizer... isso me deixa mais irritada, essa falta de sinceridade, de honestidade... sabe, ninguém é obrigado a ficar com ninguém, mas também ninguém tem o direito de brincar com as pessoas. Falei isso tantas vezes... tão mais bonito e dizer que não quer, que não dá... mas aí não, fica levando a pessoa em banho maria porque pode se arrepender ou sei lá eu o que e pra quê. Isso é que me deixa puta... por que ir, voltar, ir, voltar, ir, voltar tantas vezes? Quer, mas não quer... pra que tanta indecisão? Pelo menos serviu de lição pra mim, pra eu saber como as pessoas agem e interpretar as atitudes... não me deixar iludir com palavras... às vezes posso estar equivocada... sabe, eu tinha um carinho tão grande que não precisava desaparecer... mas diante de tanta infantilidade... evaporou. Nunca falei em amor... mas havia um sentimento bom que agora desceu pelo ralo... o problema... pode ter sido eu, mas tenho certeza que qualquer outra pessoa no meu lugar, com o mínimo de sangue, faria e agiria como eu... tem coisas que a gente suporta, que tolera, mas outras é preciso de muito sangue frio e o meu ferve demais pra aturar certas palhaçadas e imaturidades. Foi melhor assim, eu sei que sim... mas não precisava de tudo isso. Eu não precisava ter passado por isso... não precisava me machucar de novo pra aprender. Não sei até onde fortalece; acho que isso faz a pessoa ficar ainda mais descrente de tudo. Dizem que decepção não mata, ensina a viver. Pode ser. Acho que ensina a ter cautela, sei lá, pé atrás... não sei, não... passou rápido, foi tudo muito rápido. Ainda bem, né. Porque que bom seria eu ficar por aí me matando, chorando, desejando o inalcançável. Não sou mulher pra isso. Não fui criada pra mendigar por carinho, atenção... e nem pra me humilhar como eu fiz. Mas quer saber? Nunca mais. Não quer, ok. Tchau. Foi tudo muito confuso, muito turbulento... eu só quero paz agora e sempre. Chega de me estressar por quem não está dando a mínima para minha existência.

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