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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Ah, um adendo. Ontem eu e a mãe estávamos conversando e ela fez questão de ressaltar os meus defeitos. Disse que eu preciso ser mais paciente. "Ué, por quê? Não sou o bastante?" E ela riu. Tem coisas que eu não enxergo, que é preciso que ela me diga. Não acho que eu seja impaciente. Até acho que é um exercício que eu faço todos os dias. Todos os dias exercito a minha paciência lidando com os seres humanos, esperando o ônibus, esperando um dia acabar para o outro começar... Não que eu não seja cheia de defeitos, mas muitos deles eu preciso que ela me lembre. Assim como esse gênio que eu tenho. Como a ansiedade. E tudo o mais. Às vezes acho que ela exagera, no entanto me conhece mais que eu mesma, eu acho. Mãe. É uma palavra tão bonita. E a minha sempre foi. No mais amplo sentido que a palavra possa ter. Com todos adjetivos, superlativos, com tudo de bom que se encaixa. Mãe. É isso. Sempre soube ser. Dedicou muito tempo da vida dela à minha. E dedica ainda. Só que hoje de um jeito mais tênue. A minha mãe sempre foi minha mãe. Minha amiga. Quem mais quer o meu bem. Para sempre. E quem só me deseja coisas boas. E quem, incondicionalmente, se sente feliz com a minha presença. Assim como eu me sinto com a dela. É bonito, eu sei. E é bonito sentir tudo isso. Tanta gente que tem mãe mas, ao mesmo tempo, não tem... Eu te amo com todas as minhas forças. E com todo o amor que é possível sentir. Assim. Hoje e sempre. Por toda a minha parca existência. "Cheia de alegria."

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