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domingo, 26 de julho de 2009

Hoje eu acordei feliz. Até lavei a louça pra mãe. Não sei... eu estou me sentindo feliz, estou me sentindo muito bem. Agora eu sinto que a minha vida está comigo, que eu estou vivendo mesmo, que eu estou aproveitando. E é tão boa essa sensação. Como pude deixar, por uns quase dois anos, minha vida tão estagnada? Como??? Se arrependimento matasse, olha... Como é bom estar viva, sentir-se viva, sentir que a vida não está passando por mim sem eu passar por ela. Nas férias do ano passado eu não fazia nada... nessas até que saí bastante... ou vi as gurias na casa de alguém. E, ao contrário do que eu pensava antes, é bem divertido reunir as meninas e ficar conversando, bebendo um vinho, na casa de alguém. É legal ir a um barzinho também... porque boate, aqui, não mais. No barzinho tu já vai com amigos também, fica bebendo, conversando, ninguém vem encher a paciência com frases prontas... estou num estágio bem bom da minha vida. Agora eu acho que consegui um pouco do equilíbrio que eu não tinha. Sou mais segura em relação a mim. Me tornei nesse ano. Não que eu seja um poço de segurança, claro que não. Mas agora a minha autoestima (não sei mais se tem hífen, mas enfim...), que era nula, está melhor. É que eu tinha alguém ao meu lado que fazia eu me sentir pior do que eu pensava que eu era. Quando me livrei do tal encosto vi que eu não era tão ruim assim... que eu não era tão nada quando fazia eu pensar e sentir. Nessas férias eu revi pessoas queridas... e isso serviu pra gente fortalecer a amizade. Porque a Daia e a Rê eu tenho certeza também que posso chamar de amigas. Em uma situação bem complicada que eu passei elas ficaram ao meu lado, não deram bola para o que estavam falando... poderiam ter se distanciado, mas não. Continuaram presentes. E por força do acaso a gente acabou se distanciando. A Rê foi pra Floripa, eu pra Poa e a Daia continuou aqui... mas mesmo assim... agora a gente já combinou que sempre que eu vier pra Cric, nos finais de semana, avisarei a Daia e a Rê, se ela estiver aqui, para fazermos alguma coisa, nem que seja só pra gente se ver mesmo. Como eu já disse antes, amizade de verdade, ainda que se fique um pouco distante fisicamente, continua existindo. Continua sentindo consideração, gostando da pessoa... pena que nem todo mundo pensa/age dessa forma, mas ok. Águas passadas, como dizem. Eu nunca dei muita importância para o que pensam/falam de mim. Minha mãe me ensinou isso desde quando eu era pequena. Porque em cidade pequena as pessoas não têm o que fazer e se ocupam demais da vida alheia. Então se eu fosse ligar pra tudo que dizem... eu não viveria. E a mãe passou por isso também. Claro que as pessoas que eu considero me importa o que acham de mim. Só que quem eu considero gosta de mim do jeito que eu sou. Assim... tem quem diga que sou louca... O que é ser louco? O que é ser normal? Existe uma linha bem tênue, mas acho muito forte dizer "louca". Sou louca porque eu faço o que tenho vontade? Porque falo muito, falo besteiras, porque eu bebo? Se isso for louca, então eu sou. E quer saber? Quero continuar sendo exatamente assim. Antes louca do que sem graça. Sem sal. Eu não sei se só eu sinto isso, ou se transpasso, mas como meu nome diz, acho mesmo que sou cheia de alegria. Alegria não se confunde com felicidade. Eu acho que eu sou cheia de vida mesmo, e quero expor, exteriorizar tudo isso. Embora eu tenha vários conflitos comigo mesma, acho que não passo isso. Não sei, posso fazer uma autoimagem (com ou sem hífen?) errada. Mas acho que eu consigo passar alegria... assim, não sei explicar. Alegria no sentido de que estou de bem com o mundo, que está tudo bem, que estou viva e quero viver tudinho. Minha ânsia por viver. Não estou sendo presunçosa. Engraçado que tem gente que antes de me conhecer pensa que sou arrogante, metida... por causa dessa minha carinha. Só que depois que me conhece, vê que não. Que eu sou apenas na minha até poder me soltar. Eu faço uma análise antes. Observo... vejo até onde posso ir. Mas eu prefiro passar uma imagem de arrogante a ser efusiva, que já chega agitando, querendo agradar a todos. Não. Pra mim isso soa falso. E tem gente que simplesmente não dá. A pessoa nunca me fez nada, mas não tem como ir com a cara. Deve ser cisma minha mesmo. Eu que sou estranha. Hoje estou feliz e nada vai estragar isso. Vou de carona pra POA; não precisarei ficar 4h num ônibus com algum estranho ao meu lado. Vou com Paulo, que é meu amigo desde o 3ão. O Paulo é um exemplo de pessoa que fica meio distante, mas quando a gente se fala, seja pela internet ou pessoalmente, sempre temos o que conversar. Nós éramos os patinhos feios no 3ão hahahaahahahah Tipos que, oi, mediocre demais fazer uma lista das pessoas mais bonitas da sala. A gente pode não ser os mais mais, mas com certeza a gente cresceu muito mais que o pessoal que estudava com a gente e se apegava a essas coisas. Se bem que sempre foram pequenos. E sempre serão. Gente assim não cresce. Apodrecerão nesse buraco... you get what you deserve, não é mesmo? Na viagem com certeza vamos trucidar quem nos trucidava hahahahahaah Ai, ai.. como eu gosto de escrever, como eu me sinto bem e como eu prciso disso. São tantas coisas passando dentro de mim que parece que se eu não exteriorizar vou explodir de tanto sentimento. Antes de ontem fui na Carol, eu e as gurias. Tomamos vinho, ficamos conversando bastante, rindo mais ainda... e ontem saí com a Daia e o namorado dela, que também é bem legal. Eu perguntei a ela se eu não atrapalharia, né... sair nós três e eu de vela. Ela disse que "claro que não"... e foi bem bom. Rimos muito, conversamos... tomei um tal de "Irish Coffee"... muito bom... me aqueceu um pouco. E sexta também fui ao cinema com a mãe. Nessas férias quebrei toda a rotina das férias anteriores. Ai. Era isso. Estou indo embora...

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