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domingo, 5 de julho de 2009

Meu primo está de aniversário hoje. Ele é uma pessoa tão boa, com o coração tão puro. Sempre tranquilo, com uma serenidade invejável. Nunca o vi alterado. É exatamente o oposto de mim. Temperamento bom, fácil de conviver com ele. Excelente filho, excelente marido (esposo é feio, né?), excelente profissional. E é um anjo. Não sei, mas ele não parece ser defeitos. Tão paciente, tão calmo... nossa!!! Gosto muito dele, muito mesmo. Na realidade meus primos são como irmãos para mim. Já que eu não tive (irmãos) e como fomos criados meio que juntos, convivendo bastante, os considero irmãos. Eu gosto muito de todos eles. E com cada um tem uma história. O Gui e eu brigávamos muito quando éramos menores, mas hoje somos amigos. O Luca sofria nas minhas mãos, coitadinho. Ninguém mandou nascer depois. Hoje também nos damos muito bem, tirando a parte que ele me dá bolo. A Mara acho que nunca nos estranhamos. Não lembro... mas como eu sou a segunda menina (neta) depois dela, deve ter sentido ciúme quando eu nasci, assim como senti da Marina. Engraçado, porque quando a Lívia nasceu eu não senti como quando nasceu a Marina. Acho que é porque a Marina foi a primeira bisneta dos meus avós. Demorei bastante para superar! Mas hoje, que eu cresci, não é mais como antes. E nem poderia ser, né. Hoje a gente se dá superbem também, conversamos bastante. A Marina é uma menina linda, inteligente, muito querida. Depois veio a Lívia, mas aí é neta. E dela eu não sentia ciúme. Pelo contrário. Não sei por quê. Brincava com ela quando era pequena. É um amor também, linda e inteligente. E o Manoel, o mais novo de todos nós, é uma graça. Lindo, lindo!! Todos eles são inteligentes e lindos. Todos. E todos são uns amores. Mas o Gustavo, em especial, tem todas as qualidades que eu citei acima. Acho que eu queria um pouco disso tudo. Ser mais serena, mais paciente, mais centrada. Ah, mas uma coisa que eu sou e que ele é também, bastante, é ser desligada... meio que viajar demais em tudo. Só que ele consegue ser mais que eu. Sei que ele não lerá tudo o que escrevi aqui, mas eu gostaria de dizer isso a ele. No entanto eu fico meio sei lá. Sou meio travada com as palavras. Com a fala. Eu gosto muito da minha família. E dou muito valor a eles, em especial à minha mãe e ao meu vô, que são as pessoas mais importantes para mim. Porque meu vô, na verdade, é como se fosse meu pai. Sinto por ele um amor paterno. Não de neta. Engraçado que com a vó é diferente. Claro que eu gosto dela, mas eu sempre gostei mais do meu vô. E ela sempre soube disso. Eu nunca fui a neta preferida dela também. E sempre me dei melhor com o meu vô, embora o humor dele seja totalmente instável. Hoje ela me dá mais valor. Hoje ela parece gostar mais de mim do que antes. Mas ambos sempre foram muito reticentes em relação a dizer as coisas que sentem. Até com os filhos. Deve ser por serem de outra geração, não sei. Mas eu sinto o amor que eles têm pela gente. O carinho. A mãe disse pra eu ser mais afetuosa com eles. Eu me esforço, mas tem aquela coisa também... não sou de ficar abraçando, beijando... às vezes eu penso que deveria ser mais carinhosa mesmo. Só que com a mãe eu acho que sou. Ou não. Mas pra ela eu falo o que sinto. Escrevo muitas coisas. É como eu consigo demonstrar. Toda família tem problemas e a minha não poderia ser diferente. No entanto eu gosto de todos eles, assim. Não poderia nascer numa família melhor. Sou muito grata a tudo que sempre me proporcionaram. Existem tantos lares desestruturados por aí que eu olho para dentro do meu e vejo como a minha família é boa, como somos normais. Apesar dos pesares, todos são pessoas boas, de caráter... sabe? Todos souberam educar, criar bem seus filhos. Cada um do seu jeito, claro. Mas sempre com bons princípios. Tanta coisa que se vê por aí... e aqui é tudo tão certo. Pessoas corretas. Não sei como escrever. Eu não queria outra família. Menos ainda outra mãe. A minha não poderia ter sido e ser mais perfeita do que é e foi comigo. Não mudaria nada. Nada mesmo. Deixaria tudo como está. Inclusive meu vô. Deixaria ele onde está. No lugar de pai, não de vô. Porque assim foi melhor. Sou filha da minha mãe. E pronto. Não precisa de mais. E sou muito grata a tudo que meu vô sempre fez e faz por mim. Sem ele, talvez, muita coisa não pudesse se concretizar. Apesar do gênio forte dele, coisa que eu não posso reclamar, ele é uma pessoa fantástica. Tem um coração muito bom, muito grande. Só não queria ter herdado a tendência a engordar. Só isso que, se possível fosse, eu mudaria. Para não ter que me cuidar a vida toda. Herdaria a parte da minha vó, que pode comer o que quiser e se mantém magra. Mas só isso também. O resto tá bom demais para eu querer alterar. E tem também as tias emprestadas, que são muito legais. E eu que nunca terei sobrinhos? Pelo menos ninguém vai me chamar de tia. Eu até penso que teria sido bom se eu tivesse um irmão. Mas ao mesmo tempo um pensamento egoísta me vem à cabeça e eu acho que seria mais difícil. Tudo. Teria que dividir o amor da minha mãe, a atenção, o tempo dela, as coisas materias... não sei se eu iria querer! E se tivesse um irmão talvez eu não pudesse estar em POA. Não sei como seria. Mas a minha mãe é só minha. De mais ninguém.

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