"(...) Sempre tem dias em que tudo é diferente (...). Prefiro ficar só, mas ter certeza de quem sou!"
Tem fases que eu passo sem escrever. Talvez não estivesse escrevendo porque eu tinha preguiça. Ou porque eu não estava vivendo. Pelo menos não me sentia viva. Sentia tudo indo embora, sem puder fazer nada para mudar. Havia um bloqueio. Não conseguia mais expressar. Talvez, também, estivesse adormecida. A vida não tinha mais graça, não fazia mais sentido. Tudo girava em torno de outrem. Não que eu faça girar em torno de mim agora; não sou egoísta a tal ponto. Só que eu havia me esquecido de ser. De continuar. De apreciar. Deixei que palavras feias e negativas me colocassem pra baixo, acredintando que eu não podia, que eu não conseguia, que eu não era, que eu não queria, que eu me transformara em tudo de ruim que uma pessoa pode ser. Mas não é bem assim. Consegui pular "fora". Tarde, mas ainda deu tempo. Consegui mudar. Voltei a ser. Agora de um jeito diferente. Como, eu não sei. Mas sei que sim. Que é. Que sou. Que vivo. Que estou. Em qual lugar? Não importa. Viva. Sei o que eu quero e para onde quero ir; só não sei para onde irei. Não sou o ser mais confiante que existe. Nem tenho a pretensão de ser. Só que agora eu não me vejo mais inerte. Querendo algo que não existia. Que, talvez, sequer tenha existido. Só na minha cabeça. Agora eu quero ser de verdade. Viver de verdade. Experimentar o que eu deixei para trás. Por medo. Vou me atirar mesmo e que assim seja. Porque a vida foi feita para se viver. Não para ter medo. Nem temer o novo, o que virá. Ponderação. Por que eu vou querer isso aos 22 anos se posso ser na eternidade? Sem meio termo. 'I'll think about it tomorrow', mas não por ora. Outrora. Outro dia. Daqui a uns anos. Hoje eu só quero aproveitar e viver cada pedacinho que eu posso. E que me é de direito. Cada milimetrozinho. Cada gotinha, cada grãozinho de vida que tiver para eu viver. Cada coisa que eu puder. Uma de cada vez. Sempre. Um dia de cada vez também. Sempre como se fosse o último, sempre. Já deixei muita coisa para trás para pensar, agora, em ser ponderada. E para ter calma. A ânsia é que me fazer querer sempre mais e mais. Devagar não. Com rapidez, com força. Tudo lindamente. Para guardar e nunca mais esquecer. E para puder dizer, um dia, para mim, que eu vivi, sim. Devaneios... Nem sempre é desse jeito... Posso estar sendo repetitiva, mas eu preciso. Tenho que frisar bem o que eu quero. "I've found a reason for me to change who I used to be... a reason to start over new... I've found a reason to show a side of me you didn't know... a reason for all that I do..."
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