Pages

Slideshow

terça-feira, 7 de julho de 2009

Nossa, passei muito ruim ontem. Aquela sensação se estendeu até à noite. Deitei com a mãe no quarto da vó e acabei dormindo lá. Dormindo não. Passei por um sono. Acordei melhor. Só que é meio difícil dormir lá no quarto da vô porque ela tem uma respiração meio pesada. E qualquer barulho impede meu sono. Acabei indo pro meu quarto. Assisti a Law & Order SVU e depois um pedaço do Law & Order. Aí apaguei. Nem terminei de ver. TV a cabo é uma dádiva mesmo!! Eu acostumada com essa TV que não pega nada de bom... hahaha vou aproveitar as férias para ver o que não consigo ver aqui, como House, Law & Order, Superbonita... hahahaha e afins. Aí acordei às 7h para viajar. Até me surpreendi comigo mesma; não acordei de mau-humor. Meu tio me levou na rodoviária às 7h30min, já que a mãe tinha que ficar com a vó até a Isabel chegar. Nos despedimos e entrei no ônibus. Que delícia andar de ônibus, né. Não existe coisa melhor que isso na minha vida (ironia). Puta que pariu. Aí aquela coisa toda. Pessoas sem noção. E logo eu, uma pessoa sem paciência, tenho a sorte de pegar cada um ao meu lado... Olha, nessas horas eu queria ter um carro, queria muuuuuuuito! Para poder ir sozinha e voltar sozinha. Sem um estranho ao meu lado. Porque é preciso mentalizar muitos mantras pra não descer do salto. Quando subi pra sentar na minha poltrona a criatura já estava estarrada na minha janela. Eu disse que a janela era a minha. Eu estava com duas bolsas, ou seja, era difícil pra eu entrar. Sem contar meu "quadrilzinho". Mas a mulher não levantou; apenas pulou para a poltrona do corredor. Aí já me irritei com a falta de educação, mas ok. Me sentei na janela (na poltrona, né...), coloquei o mp3 e fiquei esperando os retardatários chegar. O ônibus partiu. A criatura pegou um jornal (nem vou entrar no mérito da questão, se é ou não jornal) e abriu os braços de modo que o cotovelo dela encostava no meu braço. Porra, será que ela não consegue ler o jornal como qualquer outra pessoa normal, nem precisar de tanto espaço? Eu já tinha baixado aquela merdinha que fica no meio para dividir as duas poltronas. Mas pelo visto não resolveu. Ok, eu respierei fundo, olhei pro braço dela, pra cara dela, pra ver se ela se tocava... mas não adiantou. Continuou invavisa. O pior é que eu sou meio retardada e não falei nada para aquela senhora. Vontade não faltou, claro. Mas me segurei. Me segurei muito. Pensei em tudo que me foi ensinado. Eu deveria ter falado, mas não consigui. Aí, não satisfeita em colocar os cotovelos em mim, ela resolveu abrir um pacote de bolacha de PEITO DE PERU. Que tipo de pessoa come bolacha de peito de peru, "meu deus do céu"? Enfim... aí ela não sabia abrir o pacote. Saltou em mim um pedaço da bolacha. Pedacinho. Mas fiquei mais irritada ainda. Eu só pensava "por que diabos eu estou nesse ônibus, com uma pessoa assim ao meu lado??? O que eu fiz pra merecer?" É, pode ser meio dramático. Só que se tem uma coisa que me irrita é gente assim. Que não sabe que existe outra pessoa ali ao lado que também quer um pouco de espaço. Aí eu também deixei a minha educação de lado e deitei toda a minha poltrona. Normalmente, quando estou de bom-humor, eu pergunto à pessoa que está atrás se não estou incomodando. Hoje não. Foda-se. Ninguém pensa em mim, por que tenho que pensar nos outros? Vou ser tão individualista quanto eles são. E aí deitei e dormi. Pelo menos por umas 2h30min eu não vi aquele cotovelo encostando em mim. Quando acordei estava chovendo. Não dava para ver nada pela janela. E acordei com um aperto no peito. Um aperto muito forte e um pouco daquela agonia de ontem. Tentei me virar para o outro lado, mas não adiantou. Tipo me sufocando. Bem ruim mesmo. Achei que eu fosse passar mal. A mulher comeu de novo sua bolacha de peito de peru um pouco antes de chegarmos. Ok. O ônibus atrasou uns minutos, mas pouca coisa. Aí na rodoviária eu descobri que a minha mala estava estragada e não puxava, ou seja, tive que carregá-la na mão mesmo. Mais a minha bolsa, a do computador e uma outra de mão. Ok, eu estou acostumada. Fui pegar um táxi. Quando eu falei para aquele maldito taxista que eu morava onde moro ele riu da minha cara. Porque é bem perto da rodoviária. É super possível de ir a pé. Claro, eu já fui várias vezes. Mas como que eu ia até em casa com o tanto de coisa que eu tava, uma mala meio estragada e chuva?????? Porra, eu não pedi pra ele fazer a merda da corrida de graça. Muitas vezes eles acham ruim. Só que que culpa eu tenho de morar aqui e de ter mala pra carregar????? Não vão querer que eu carregue no meu lombo, né? Pra minha amiga até já falaram uns absurdos, chamaram ela de filhinha de papai por pegar táxi porque ela também mora perto. Cara, a gente tá pagando, faz a corrida e pronto. Vai ter que fazer essa porra de qualquer jeito, então faz direito e não reclama. Eu sei que é foda, que eles estão lá em uma fila... mas eu também não tenho culpa. Não posso fazer nada. Sei que terminei de me irritar com esse retardado. A corrida deu cinco reais e ele achou muito ruim. Saiu falando, reclamando. Eu nem agradeci também. Eu costumo tratar como me tratam. Tentei ser educada quando entrei no carro, até chamei pra ele de senhor... mas não adiantou. FODA-SE. Não tenho o menor problema em andar com meus próprios pés. Tanto que muitas vezes que eu fui à rodoviária pegar a minha passagem e estava calor até pensei em pegar um táxi, mas desisti; voltei pra casa caminhando mesmo. Já até chorei uma vez pela falta de educação de um taxista. Só faltou me bater no rosto mesmo. Mas ok. Estou mais calma agora. Já almocei, já dei uma arrumadinha na minha casa, guardei o que tinha que guardar e agora vou tomar um banho pra começar a estudar para a minha prova de quinta. Escrevi um monte de bobagens, mas foi só pra desabafar. Eu não tenho paciência pra gente assim. E que fique claro que educação não tem nada a ver com posição social. Nada mesmo...

Nenhum comentário: