sábado, 11 de julho de 2009
Demorei pra conseguir logar. Perdi as contas de quantas taças de champagne que eu tomei. Acabou... comecei a tomar cerveja mesmo. Meu fígado super agradece, né! Dividi com meus primos, mas eles bebem devagar. Aí que estou ok. Comi bem. Aliás, eu como bem. E já me disseram que eu bebo tipo homem. Porque, né, eu como bem, aí consigo beber ok. Acho que a cerveja acabou. Tentei tomar uísque, mas a Mara me impediu. Ok, eu estou bem assim. Meus tios estão lá na sala divagando, bêbados. Muito mais do que eu. Porque eu estou alegre. Se estivesse bêbada nem iria digitar. Tinha bastantes doces e eu intercalei... então estou "de boa". Tipos que as pessoas pediram para que meu vô falasse algo em relação à vida, ao aniversário, à comemoração. Ele falou lindamente. Até que me emocionei, mas não derramei nenhuma lágrima. Senti-me tocada com o que ele disse, só que acho que estou seca. Não choro mais; já chorei demais. Penso que faz sentido o que a mãe disse sobre eu não ser afetuosa. Na realidade o que me tocou, de fato, foi quando meu tio falou que estava meio que orgulhoso, algo assim, porque eu e meu primo, que somos filhos únicos, havíamos decidido ir morar em POA. Assim, sozinhos, sem ninguém por perto, sem ninguém pra amparar. Cortando o cordão umbilical. Porque é foda, né. De repente tu sai de uma cidade "pequena" pra morar numa metrópole, está acostumado a ter um padrão de vida, a ir a todo e qualquer lugar de carro, a ter alguém pra pagar tuas contas... e aí TU tens que ir atrás, TU tens que fazer as coisas. Aprender a pegar ônibus, a se virar mesmo. A ir pagar as contas, a tirar o lixo, a ir ao supermercado... eu sempre tive quem fizesse tudo por e para mim. Nunca arrumei minha cama, nunca tinha que trocar meus lixos... nunca tinha que cozinhar, nunca tinha que nada. Sempre alguém fazia por e para mim. Até no cursinho, que era perto, minha mãe me levava. Eu não sabia andar de ônibus. Não sabia que as pessoas andavam em pé dentro dele. Só que eu aprendi. Louça eu sempre soube lavar. Mas ter que limpar banheiro, varrer a casa... nossa, nunca. Só que eu aprendi. Não que seja algo muito difícil de se fazer... mas eu não curto. Não gosto dessa vida de mulher "dona-de-casa". Sou dona DA casa. Não nasci pra cozinhar nem pro resto. Nem é questão de ser fresca. É questão de não sentir prazer mesmo. Só que tudo isso faz com que a pessoa amadureça... faz a pessoa crescer em vários sentidos. E, indubitavelmente, eu cresci muito nesses dois anos fora "de casa". Certamente não seria o que sou hoje se tivesse continuado a morar aqui. Óbvio que ainda tenho meus medos e minhas inseguranças. Só que hoje eu sei me virar sozinha. Sei fazer as coisas por e para mim. Coisa que eu não conseguia antes. Agora eu não sou mais uma menina; eu sou uma mulher. Eu sei me virar, sei o que eu quero e o que me machuca. Aprendi muita coisa nesses dois anos. Cresci bastante, embora precise crescer mais, sempre mais. Não se pode estagnar, ficar estática. Até queria sair com meu primo, no entanto acho que ele não faz muita questão. Na realidade acho que eu também não; o melhor a fazer é dormir e ter sonhos aprazíveis. De repente se eu não tivesse largado tudo, se eu não tivesse deixado a minha vida mansa e pacata para trás, eu não teria conseguido ser tudo o que sou hoje; não teria enxergado a verdade, a vida em si. Tudo que eu preciso, agora, é viver o momento. Não me interessa muito o que vai vir.. O hoje me atrai. O amanhã... nem sei se viverei pra saber. Preciso do agora. Tipos o lema do AA: um dia de cada vez. Preciso viver cada dia pra sentir o resto. Claro que seria muito mais fácil pensar no futuro pra muitas situações, mas não vale a pena machucar meu coração pensando no amanhã. O que for pra ser será. Vou vivendo o que for sendo, +- isso que a Clarice disse. Tanta coisa que eu queria expor mas não consigo. Tantas palavras... só que seria inútil. Acho que não sei me fazer clara e, tampouco, demonstrar meus sentimentos. Não sei colocar, eu acho, na maioria das vezes... o que eu quero. Ninguém me entende (oh, como sofro), ninguém sabe o que eu quero. As pessoas são loucas. E eu estou aí. Vou vivendo enquanto for sendo... até a última gota. O amor não mata... só é "o ridículo da vida"...
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