sábado, 4 de julho de 2009
Que cidade... que lugar... que erro de percurso da minha família. Não poderiam ter escolhido um lugar melhor quando saíram da Italía? Poxa, Itália! Europa, sabe? E aí escolheram CRI-CI-Ú-MA? Mas por quê???? Tanto lugar aí para procriar. E logo aqui? Mas pra quê? Se hoje isso é um buraco, imagino há cento e poucos anos. Aliás, não imagino, não. Nem quero. Que perdoe quem ama essa cidade. Mas não. Não dá. Nunca gostei; não vai ser hoje, com quase trinta anos, que vou gostar. Meu santo não bate. Sabe assim? Tipo quando existe uma pessoa que, à primeira vista, não se vai com a cara? Pois é. Com Criciúma foi assim. Lembro bem, quando saí do ventre quentinho materno, que não gostei daqui. À primeira vista. E nunca consegui me adaptar. Porque às vezes o hábito, de repente, faz acostumar, gostar... né? Como quando se ama alguém. Não se ama de cara. Vai se conhecendo, vai se gostando para, um dia, amar. Ou não. Aí que eu não gosto daqui. Com POA foi diferente. Desde sempre eu gosto de lá. Desde sempre quis ir para lá. Floripa, uma vez, esteve nos meus planos. Mas com POA foi mais forte. Perdurou. E desde o primeiro dia que me mudei para lá, amei. Amei como se fosse o último lugar que eu pisaria... E amo até hoje. É de lá que eu gosto, é lá que eu quero estar, ser, permanecer. Queria levar os meus junto. Como não dá, fico sozinha. Mas lá. Não aqui. Aqui a solidão me assusta.
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