quinta-feira, 2 de julho de 2009
Eu tenho uma certa dificuldade para dormir. Nem sempre; às vezes. Minha cabeça não pára (não consigo escrever sem o acento diferencial!! deixa eu aproveitar enquanto dá!) de pensar. Surgem milhões de coisas bem na hora que eu gostaria, apenas, de fechar os olhos e adormecer. Mas não. Começa a passar tudinho. De notas até meu futuro. Aquela incerteza. "O que vou ser amanhã?" "Quem?" Aí, quando eu penso que dormi, acordo. E tantas coisas eu precisava transcrever. Só que quando eu acordo já não lembro mais. Tantas ideias (ideia sem acento é triste, mas menos pior que "pára" sem o diferencial). Tantas coisas que escorrem por entre meus pensamentos. Queria simplesmente me entregar aos braços de Morpheu e pronto. Mas não. Tudo insiste em aparecer justamente quando eu não quero. De pensamentos obscuros a coisas bonitas. Tudo surge. E, quando desperto, tudo se foi. Assim. Aí que eu fiquei pensando em coisas que passaram também. Às vezes também me vêm à cabeça coisas futuras. Tipo amizade, sabe. Que eu considerava bastante. E se foi. Acabou. Não existe mais. Só que não sinto falta. Só acho muito engraçado a forma como as coisas se deram. Muita infantilidade. Quer dizer, de repente porque a pessoa não anda conforme os ditames da moda, não segue um padrão imposto, não tem graça. Não tem competição. E, geralmente, amizade de mulher é baseada nisso. Aí que graça que tem, não é mesmo? Não ter com quem competir? Brilhar sozinha. É preciso de alguém para ofuscar. Se não não vale a pena toda aquela produção. Se não não existe comparação. É. Desse jeito que as mentes criciumenses pensam. Dessa forma que agem. Aí que vem uma pessoa, que surge das cinzas, e ela, naquele momento, é insubstituível. A bonequinha produzida, feita em série, que se arruma pros outros e para as "amigas". Que, até mesmo, ostenta o que não tem. Aparência. Tu já não serves mais. Aí que tu te dás conta que não eras um ser; eras um objeto. Sentimento pra quê? Se é tão mais fácil apenas trocar de lugar, não? Descartácel. Assim. Enquanto pôde, usou. Depois joga fora. Como um copo de plástico. Mas ok. Definitivamente eu não preciso disso. Eu só queria entender o que passa, se é que passa, em uma mente tão oca. Roupas, sapatos, cremes, cremes anti-idade (não sei escrever), joias... Ah, tá!! Existência frívola. De plástico. Quer dizer, antes eu servia. Agora pode me jogar fora. Ainda bem que ela se engana. Ninguém é insubstituível. A não ser mãe, família. Que a gente não escolhe, mas ama do jeito que são. E amigos, sim, a gente escolhe. Por isso que se conta nos cinco dedinhos quem são amigos de fato. Quem a gente sabe que vai estar ali. O que não foi o caso. Quando precisou, me fiz presente. Do contrário não. É, o inferno são, de fato, os outros. Não eu. Não nós. Eles. As pessoas são doidas. Vida de mentira. De aparência. De ter, não de ser. Não se sente, apenas tem-se. Que engraçado. Eu não consigo ser assim... se bem que nunca tentei, mas tenho certeza que não. Deixa pra lá. Não fui feita em série. Ai de mim! Tive uma mãe que me deu bastante instrução e me passou valores além dos bancários. Ainda bem que nunca me contaminou com tanta hipocrisia criciumense. Com tanta besteira. Ai de mim MESMO.
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